terça-feira, 7 de março de 2017

Smoking Fetish.

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Antes de mais nada, lembremos que o cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, e dentre elas há o chumbo, cianeto e cádmio, portanto tenha em mente que você está a queimar todas estas substâncias na pele de alguém caso faça uso do Burn, e que ao fumar próximo a alguém, você coloca a saúde da pessoa em risco.

Burn Fetish.

O Burn Fetish consiste no prazer em queimar a própria pele ou a pele de outrem com o cigarro, o fetiche aqui citado está diretamente ligado ao Smoke Fetish, ou seja, o fetiche pelo cigarro em si.

O cigarro queima a 900 -1.000 graus célsius, portanto tenha em mente que é uma brasa extremamente quente, que derrete a pele com extrema facilidade, então o intuito é somente encostar o cigarro na pele de seu(ua) parceiro(a), pois além da forte queimadura, há também os riscos de suas substâncias gerarem problemas, pois nem todas são queimadas, e sua fumaça é tóxica, e esta entrará em um ferimento aberto.

Cuidados a se tomar:

1) Tenha certeza que de não forçar o cigarro contra a pele, sua temperatura é mais do que suficiente para causar a queimadura, portanto não há necessidade de forçar o cigarro e correr o risco de queimar algo além da primeira camada de pele e colocar a pessoa em maior risco. Encoste o cigarro a ponto de queimar e o remova, e tenha certeza de não deixar brasa alguma sobre a pele.

2) Ambiente; Faça em um ambiente onde não haja risco da brasa cair e cause um incêndio. Opte por fazer a prática em um local onde a brasa do cigarro possa cair no chão sem queimar o ambiente, portanto mantenha-se longe de tapetes, cortinas e afins.

3) Partes a evitar: jamais queime o cigarro no pescoço, dobras do cotovelo, joelho, mamilo e partes íntimas. Obviamente mantenha a brasa fora do rosto, pois além da queimadura, há o risco da brasa escapar e atingir olhos.

4) Não o faça constantemente. Esta não é uma prática para todo final de semana, pois deixa cicatrizes em sua maioria das vezes, portanto não a faça constantemente, tampouco faça por cima de uma cicatriz. Burn fetish causa queloides com extrema facilidade também.

5) Exames, plaquetas, baterias. Saiba da saúde da pessoa antes de pensar em queimar um cigarro na pessoa, pois você quer praticar algo saudável, não acabar com a vida da pessoa.

E as marcas, como tratar ?

1) Tome um banho gelado a seguir, a água gelada ajuda na recuperação e remove os resíduos de brasa que podem ter ficado sobre o ferimento. Também utilize vinagre, pois este reduz a ardência causada pela prática.

2) A probabilidade de inflamação é alta, portanto utilize alguma pomada e/ou tome algum remédio que tenha função antibiótica, assim você reduz as chances de alguma inflamação.

3) Utilizar uma bolsa de água fria ou lavar com água fria todos os dias para evitar a criação de bolhas, porém ainda assim não será 100%, nem perto disto.

4) Utilize Aloe Vera duas ou quatro vezes ao dia para haver regeneração do tecido e não haja danificação cutânea, esta parte é muito importante para a recuperação, pois evita que cicatrizes maiores e problemas ainda maiores sejam criados. Não queime ou friccione a bolha, pois pode estourá-la e gerar maiores problemas.



Smoking Fetish.

Apesar de muitos ignorarem seus riscos, só fumar próximo a alguém já oferece o risco da pessoa também desenvolver câncer maligno, portanto saiba bem o que está a fazer. Não minta para a pessoa, pois da mesma forma que você pode desenvolver a doença, seu(ua) parceiro(a) também pode tê-lo, pois está a ingerir as mesmas substâncias que você está a tragar, portanto esteja ciente disto antes de pensar em seu prazer em fumar e estar próximo(a) a um(a) fumante.


Human Ashtray(Cinzeiro Humano).

O prazer nesta prática é diretamente ligado ao prazer em ter cinzas de cigarro jogadas sobre a boca e/ou ter o cigarro apagado sobre a língua. Além dos riscos que o cigarro por si só oferece, também há o risco pela ingestão destas substâncias queimadas.
Como evitar queimaduras na língua ?

É possível fazer uma bolha de saliva para que a pessoa apague o cigarro, assim ele é apagado na bolha de saliva antes de entrar em contato com a língua. Isto é necessário, pois a língua é cheia de bactérias e o risco de infecções é enorme, ainda mais caso seja uma queimadura causada por um cigarro, portanto utilize esta técnica, ela não diminuirá a “graça da coisa”, apenas evitará que sua língua não tenha que ser amputada.

Tenha sempre em mente que cigarro é prejudicial não só à saúde do fumante como de todos que são próximos a ele enquanto fuma, então este é um fetiche cheio de riscos por si só. Esta é uma prática de alto risco, mesmo que todos os cuidados citados sejam tomados.
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segunda-feira, 6 de março de 2017

Asfixiofilia - Jack Napier.

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Artigo criado por Jack Napier.

Primeiro quero ressaltar que não será aqui tratado o tema da asfixia autoerótica que é uma pratica para adeptos ao suicídio, vide caso da morte bizarra do ator David Carradine ou de Michael Hutchence, vocalista da banda australiana INXS, por auto-sufocamento masturbatório, o risco é desmaiar e, portanto, não conseguir afrouxar o aparato mecânico de sufocamento com consequente falecimento.

Gostaria de tratar aqui a pratica feita de forma cuidadosa e consensual de asfixiar onde é reduzida intencionalmente a emissão de oxigênio para o cérebro durante uma estimulação sexual com o intuito de aumentar o prazer do orgasmo.

A Asfixiofilia consiste em induzir no indivíduo um estado de hipóxia através da privação mecânica de oxigênio, causando êxtases quando o seu cérebro ultrapassa a região do umbral entre a consciência e o desfalecimento.

A pratica é conhecida faz muitos séculos, era praticada já na antiga Roma. Na Europa moderna, a ligação entre estrangulamento e sexo é conhecida pelo menos desde o século 17. Um caso famoso é o da japonesa Sada Abe, que em 1936 matou seu amante num jogo de estrangulamento sexual.

A pratica é muito perigosa e precisa ser conduzida com muito cuidado, abri este debate para avaliar as práticas, métodos e principalmente os aspectos de segurança.

Lembre-se que praticando a Asfixiofilia estará colocando literalmente a sua vida nas mãos de alguém.

Colocarei aqui algumas referências para iniciar o debate.

Temos três tipos de Asfixia ou breath control play (jogo de controle da respiração) que são praticados, lembrando que o uso da Safeword é impossibilitado pela natureza intrínseca da pratica:

1) Leve: quando a Asfixia acontece de forma muito moderada até o sub começar a reclamar e/ou se debater ou até mostrar sinais de que vai se render;

2) Moderada: quando o Top asfixia o sub até este último mostrar que não vai mais resistir e neste ponto para;

3) Intensa: quando o sub chega a poder desmaiar / perder momentaneamente os sentidos.

O nível de asfixia dependerá do tempo de aplicação do sufocamento assim como das condições físicas do sub.

Regras de segurança fisiológicas:

1) Nunca feche o fluxo de sangue que segue diretamente para o cérebro por meio de oclusão das artérias jugulares. Esta pratica pode causar danos irreversíveis ou morte mesmo no nível de brincadeira, pois a falta direta de fluxo sanguinho ao cérebro gera fenômenos físicos espontâneos de aumento da pressão arterial, taquicardia paroxística, eventual fibrilação, enfarte, mesmo horas após o termino da pratica. Alguns praticam, mas é de longe a pratica mais arriscada que existe no BDSM podendo realmente conduzir à morte em muitos casos.

2) Nunca aperte com força a parte anterior da garganta e pescoço, pode causar danos à base da traqueia e/ou laringe. A laringe é muito mais delicada do que acreditamos, as lesões podem ser superficiais, com dores por vários dias até a ruptura com consequente sufocamento e morte se não for praticada imediatamente uma traqueotomia.

3) Nunca deixe de considerar como de extrema importância sinais como espasmos (tanto na região torácica e principalmente do diafragma), ânsia de vomito, olho vácuo, mudança de cor da pele (palor extremo ou aspecto cianótico). Estes sinais refletem condições fisiológicas extremas do sub que podem ocasionar sequelas, e ao aparecer a pratica deve ser imediatamente interrompida sem exceções.

Regras de segurança: objetos.

1) Nunca use objetos de espessura inadequada para praticar o estrangulamento do sub. É recomendado utilizar saco plástico (somente transparente), cinto, lençol, ou outros objetos com uma espessura mínima de 5 cm o que reduz o risco das lesões descritas supra, nunca use torniquetes.

2) Nunca use algo que não possa permitir a liberação imediata do sub e portanto a interrupção imediata do estrangulamento. Não use arames, não faça nós, não feche o cinto, não use saco plástico grosso, etc. Numa condição aparentemente normal pode parecer fácil desatar um nó, ou abrir um cinto em menos de um segundo, mas se por exemplo houver um inchaço, a coisa pode se tornar difícil com consequente condução para a morte do sub.

Regras de segurança: Tempo.
As chances de cinco segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são realmente, realmente, realmente baixas, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva, em que aumenta a pressão intratorácica, diminui o retorno venoso ao coração e aumenta a pressão arterial.)

As probabilidades de 30 segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são muito, muito baixas, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva.)

As chances de um minuto de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são realmente baixos, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva.)

As probabilidades de 90 segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são baixos, mas não zero.

As probabilidades de dois minutos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca não são tão baixas assim. Entramos realmente na área de risco fisiológico geral.

As chances de mais de dois minutos de estrangulamento ou asfixia matar alguém são serias, temos sim a probabilidade de ter um grande problema em nossas mãos.

De três até cinco minutos de estrangulamento ou asfixia, com certeza estamos em sérios apuros com nosso sub tendo que ser reanimado, com grande risco de morte.

Em 10 minutos não há mais o que fazer, é caso de polícia por homicídio.

Há também um rol considerável de complicações secundárias documentadas devidas ao estrangulamento, incluindo, mas não se limitando, a fratura da laringe, paralisia de um ou de ambas as cordas vocais devido a contusão de um ou de ambos os nervos recorrentes, cegueira súbita, hemorragia cerebral, fratura do osso hioide no pescoço, fratura / deslocamento das vértebras cervicais e / ou danos na medula espinal, desalojando de uma placa aterosclerótica nas artérias carótidas que viajam até ao cérebro com consequente acidente vascular cerebral, e óbitos ocorridos até três dias após a aplicação do estrangulamento devido ao inchaço e formação e dissolução de um coágulo ou de pós-choque dos tecidos.

Sabemos que "pessoas mais velhas" enfrentam maiores chances de um desfecho fatal ao se envolver em asfixiofilia que "as pessoas mais jovens". Sabemos que pessoas "doentes", especialmente pessoas com doenças cardíacas, enfrentam maiores chances de um desfecho fatal do que "mais saudáveis". Sabemos que outros fatores aumentam as chances de um desfecho fatal: o uso de álcool, drogas, antidepressivos tricíclicos, níveis elevados de adrenalina no sangue.

Pelo sub que se submete ao tratamento de hipóxia (falta de oxigênio), o primeiro sintoma é frequentemente euforia. Muitos falam que gostam do momento em que estão perdendo os sentidos. Habilitar alguém a estrangular ou sufocar com certeza requer um extraordinário grau de submissão e confiança no Dominador. A recompensa são orgasmos muito mais intensos do que o normal. Isto se deve também ao aspecto psicológico pelo qual o sub, ao perder o controle da própria respiração, entra em um estado emocional de entrega total, medo pela própria vida, sensação de submissão sem nenhuma barreira ou restrição.

Pessoalmente nunca ultrapassei a fase leve, sempre com extremo cuidado e com parceiras sub que conhecia muito bem, jovens e em boa saúde.

A pratica do breath control play é banida na maioria das comunidades BDSM do mundo devido aos seríssimos perigos relacionados.

Para maiores esclarecimentos recomendo a leitura do Jay Wiseman's "Closing Argument" On Breath Play (infelizmente somente em inglês)

http://www.jaywiseman.com/SEX_BDSM_Breath_Closing_Argument.php

Qual o limite de segurança aceitável desta pratica então?



Esse debate é para todos, Dominantes e submissos.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Brat vs Tamer.

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Brat x Tamer.

A minha visão de como funciona o mecanismo Brat vs tamer. Separarei por "tópicos" para definir o melhor possível.

"Antes de começar, vamos à uma analogia boba. O leão respeita seu domador, mas continuará a ser uma fera. No entanto, se este domador o maltrata, ele engolirá seu domador, pois não o respeitará. Se ele recuar por medo, lhe comerá assim que der as costas."

Agora falemos sobre o que importa:

1 • Resumo do que são:


Tamer: O Top que gosta de Bottoms que o desafiem, ele gosta se subjulgar a Brat. Gosta de ser provocado e conquistar "à força" a Brat. Não deseja uma pessoa entregue, ele deseja conquistar constantemente.

Brat: A Bottom que gosta de provocar. O intuito da Brat é ser "devorada'. Ela não dirá "sim, senhor", ao contrário, ela fará o  "conquiste-me se puder", ou seja, a Brat provocará para que você a dome. O seu prazer está justamente em provocar, o que ficou claro.

2 • Disciplina:


O Roleplay de Tamer x Brat está diretamente ligado à disciplina(Ou seria indisciplina ?), pois é um jogo constante de disciplinamento, e o fato de que a Brat não irá se tornar submissa, torna o relacionamento uma constante disciplina, com punições e sessões onde o Top precisa domar a Brat para chegar ao enfim.

Por que tão focada na Disciplina ? Usemos um exemplo como a submissa, ela pode negar, provocar e afins, porém seu intuito é submeter-se, o prazer dela está em agradar seu(ua) parceiro(a), logo a disciplina deixa de existir. Não há disciplinamento com o passar do tempo. Há DS, mas não a disciplina em seu significado puro, pois não há jogos de disciplina, não há o foco nisto.

Portanto, a Brat está muito inserida no "D", pois é um jogo de disciplinamento para toda a vida.

3 • Comportamento:


O Tamer, apesar da constante negativa da Brat, não se irrita e nem usa de castigos reais, pois é parte do roleplay, portanto o Tamer irá domar a Brat, colocá-la em "seu lugar". Literalmente ele será um caçador e ela a presa, e como tal, ela reagirá e tentará desatar-se, fechar as pernas, virar a bunda.

Ela usará seus artifícios para provocar, pois é seu prazer foco. E o Tamer usará os seus para domar a Brat naquele momento. Após o roleplay de disciplina, a Brat está subjugada, ambos satisfeitos com isso.

Ele a disciplinará constantemente, em todas ou quase todas suas sessões.

4 • Brats e tamers não são dominadores e submissos ?


O comportamento da Brat é o oposto ao de uma submissa. Há as chamadas "Middle Brats" ou "Bratty subs", que são submissas que teimam de vez em nunca para mudar o mecanismo do relacionamento, porém este não é o foco dela; Pode-se dizer que é uma fase, mas a sua constante é a submissão. Já a Brat provoca sempre ou quase, pois seu prazer está em resistir e dificultar.

Bottoms entregues "entediam" Tamers, pois Tamers esperam ser provocados constantemente. Se um dia o Tamer chegar no motel e a sua Bottom já estiver despida ou ela desejar agradá-lo de cara, ele se entediará. Poderá ter prazer nas práticas feitas, mas a forma como ocorreu com certeza o desagradou.

Assim como qualquer posição no BDSM, falamos de comportamento íntimo, não dá para dizer que sou "Yin e yang" ao mesmo tempo, ou dizer que sou o centro dele, pois haverá conflito.

Como pode-se provocar, negar e resistir se o intuito é dar prazer por intermédio da submissão ? São divergentes, como água e vinho.

Portanto, a pessoa que intercala é conhecida como Bratty Sub" ou "Middle Brat", pois ela provoca algumas vezes, mas seu foco é submeter-se e agradar.

A maior diferença está em: Brats não terão relacionamentos TPE e muitas das vezes nem PPE, pois não seguirão regras impostas. Elas irão quebras as regras só para dar um jeito de lhe provocar, chamar a atenção. o mais provável é que nem aceitem o contrato porque não gostam de regramentos.

Já a submissa segue regras, pois seu intuito é agradar. Inclusive é comum que a submissa esteja inserida em relacionamentos PPE, pois em relacionamentos EPE não há "submissa", não há uma constante para configurar uma DS. Portanto, se a pessoa sente prazer em submeter-se, tem isto como foco, mas teima às vezes, ela é uma Middle Brat.

5 • É possível transformar uma Brat em Sub ?
Não. o foco dela é totalmente oposto, e se você utilizar do medo ou mecanismos abusivos para isto, seu relacionamento não será BDSM, será abusivo. Uma relação baseada no medo não é uma relação de consenso e respeito.

A pessoa pode mudar sua fase, assim como todos nós, evoluir e se descobrir, mas não foi você que a transformou, foi um conjunto de coisas que a fez observar que não é aquilo que ela gostava.

Não, você não irá magicamente transformar quem gosta de provocar sempre em quem gosta de se submeter, lavagem cerebral é coisa de Sci Fi, não estamos nos livros de ficção, seres humanos não são massinha de modelar.

6 • Exemplos de como se identificar Brat ou Tamer:


A brat irá fechar as pernas quando você tentar tirar a peça íntima dela, ela irá dar sumiço na sua corda no dia da sessão, Irá virar a bunda de lado ou se esquivar quando for bater com a cane, e assim por diante.

O Tamer possui "pulso firme", adora ser provocado, ele gosta de sentir um caçador sempre. Gosta de forçar a pessoa a abrir as pernas, que a pessoa dificulte, mas ele também possui discernimento para colocar a Brat em "seu lugar" naquele momento.

O relacionamento Brat x Tamer é complexo e necessita muita observação e que todas as partes saibam o que fazem, caso contrário vira um caso de Topping from the Bottom, e a Brat se entediará, pois o suposto Tamer deixa que ela o controle, ao invés de discipliná-la em uma constante. Então tudo acaba, não teremos mais uma Brat e nem um Tamer, pois o foco da Brat é provocar, não dominar.

Finalização: Como Tamer, devo dizer que Brats são o Bottom mais complexo de lidar, pois você precisa demonstrar-se um caçador, um hunter, precisa de pulso firme e compreensão, pois ela não é submissa. Ela irá provocar, mas saberá onde pisa, então cabe ao Tamer fazer a divisória entre ele ser um Domador ou um futuro fracasso como um.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Aos novos e curiosos

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O que é preciso para entrar no BDSM ?

Esqueça a nomenclatura, toda a carga pesada, isto aqui é para depois que praticar, se definir no meio BDSM e saber onde você se encaixa.

Primeiro, você precisa saber em que lado você está, do que infringe, TOP(Domina, infringe dor, humilha e afins). Do lado que sente o ato, Bottom(Submete-se, sente a dor, é humilhado(a). Ou do lado que intercala entre ambos, Switch.

Ademais, só precisa saber que TODA e QUALQUER prática dentro do BDSM deve ser consentida, ou seja, você irá praticar spanking com quem gosta de spanking, amarrar quem gosta de ser amarrado e assim por diante, e acima disto, respeitar limites da pessoa; Em resumo, traumas, problemas com algo ou repulsa, estas coisas você não deve fazer.

BDSM é prazer, então foque-se no prazer. Você e seu(ua) parceiro(a) gostam ? Faça, goze e seja feliz. Seu(ua) parceiro(a) não gosta ? Não faça, é simples!

BDSM é perigo, busque profissionais ou pessoas acostumadas a fazer o que deseja aprender para aprender sobre os riscos e aplicações da prática para após aplicá-la. Não seja ansioso(a) e faça sem saber sequer como se usa e onde, pois você a vida da pessoa em risco. Procure pessoas com boa reputação para sanar suas dúvidas e ensinar algumas práticas.

Você precisa saber quais materiais, onde e como usar.

Então sendo prazeroso, consentido e responsável, está ótimo, vá fundo. BDSM não é algo de outo mundo, feito para pessoas com super poderes. Ele é feito de pessoas comuns que vivem seus prazeres, então desprenda-se da imagem de que para ser um SM'er é preciso ser sério, usar terno e gravata, pois a realidade é muito diferente.

Frequente ambientes, bares e encontros e veja a qual mais se adapta e vá em frente.

Este blog é cheio de informações complexas e informações sobre o BDSM no geral, porém deixe esta parte para depois. No começo, você só precisa viver seu prazer e se descobrir. Um passo de cada vez.


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Dicas de ambientes para visitar:

São Paulo:

Rio de Janeiro:
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domingo, 29 de janeiro de 2017

Diferenças dentre as bases.

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Vamos desenhar as bases para findar as dúvidas sobre isto ? E deixar de lado o generalismo e preconceito.


O BDSM, como subcultura, teve seu marco em 1918, nascido com os homossexuais nova iorquinos. Só depois de mais de 60 anos o Sm foi ter sua primeira base.
SSC(São, Seguro e Consensual): Em 1983 nasceu o SSC para regrar práticas e relacionamentos dentro do meio BDSM. O SSC tem sido a base mais subjetiva, pois possui o termo "risco livre", por não dar aval sobre riscos e ter baixa avaliação técnica.
O SSC determina que todas as práticas devem ser sãs, seguras e consensuais. O SSC foi criado pelo clã GMSMA para que as práticas e relacionamentos não se tornassem abusivas, assim determinando um padrão para o BDSM, de que tudo deveria ser explicitamente consensual.
RACK(Tara consensual com risco consentido): Em 1999, Gary, do grupo TES propôs o termo "RACK". Este é um contraponto ao SSC. Enquanto o SSC deixa uma abertura ao "risco livre', o RACK os assume e busca diminuí-los.
O principal ponto do RACK foi ir de contra ao "safe" do SSC, que deixava tudo muito subjetivo, por não definir análise de risco e não assumi-los. No RACK entende-se que o SSC foi falho, ainda mais após a pesquisa feita por Gary, que, ao pesquisar as práticas e relacionamentos de muitos eram abusivos, mesmo dizendo ser SSC. Então foi feita uma base onde os riscos são expostos, explicados e evitados.
PRICK(Tara consensual com risco pessoal informado): Base contratual criada em 2009. No PRICK, tudo é feito em contrato reconhecido por lei(que pleonasmo), onde a pessoa procura o profissional e assume os riscos das práticas, assim como seu estado psicológico. No PRICK, a responsabilidade é pessoal. No PRICK cada pessoa assume sua responsabilidade, em um contrato e assim todos estão cobertos das falhas.
CCC(Consentimento compassivo e comprometido): Base que envolve a parte sentimental. Como pode ser visto, não há o termo "consenso" nesta base, mas o compromisso pelo compromisso e compaixão, ou seja, empatia. Nesta base, ainda pouco explorada ou explicada(Ainda em evolução), aborda-se a parte sentimental, ela é focada em relacionamentos.
Enquanto as demais bases abordam as práticas, o CCC aborda mais a parte sentimental, de compaixão.
Conclusão:
Apesar de subjetivo, RACK e PRICK abordam práticas Edgeplays, estas que foram tratadas com preconceito por alguns clãs na era do SSC, pois eram vistas como bizarras até pelos kinksters.
Então, teorica e subjetivamente, o SSC seria uma base para práticas que não ofereçam riscos à vida da pessoa ou não haja cálculo de risco. Enquanto o RACK teria uma abertura mais complexa, com cálculo de riscos e edgeplays inseridos. Práticas dentro do rack são conhecidas como "Above SSC/Edgeplays".
O PRICK seria um RACK 2.0, de forma contratual e ainda mais segura. No entanto, sua parte contratual impediria que fosse praticada em muitos países por não haver validade legal.
O CCC abordaria mais sentimentos do que práticas.
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