terça-feira, 21 de junho de 2016

Sexismo, preconceito, distorção e o meio BDSM.

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Antes de começarmos, vamos realçar que o BDSM deve ser consensual em todos os seus momentos, priorizando o estado físico e mental da pessoa mesmo em práticas hardcore. Em bases mais baixas, há o risco assumido, porém este é assumido por todos os envolvidos e ainda assim, há a preocupação com a vida e sanidade da pessoa.

O foco do BDSM sempre foi o prazer mútuo, sendo assim, dar prazer a todas as partes envolvidas, independente do sexo, gênero, etnia ou credo. No entanto, sempre vimos artigos que misturam ideais BDSM a outras subculturas sexistas, e o resultado é desagradável; Artigos pautados em idade, sexo ou gênero das pessoas, a tratar uma como inferior à outra por natureza.

O preconceito e sexismo têm gerado grandes desfavores ao BDSM no Brasil, pois muitos creem que no BDSM, pode-se propagar ideias que inferiorizam pessoas pelo seu sexo e até mesmo concordar com coisas que chegam a ser "revenge porn", ou seja, jogar vídeos, fotos e tratar a pessoa inadequadamente porque terminou um relacionamento ou simplesmente por puro ódio.

Subculturas e movimentos sexistas tendem a ver apenas um lado de acordo com cor e sexo, por isso raramente se encaixariam no meio BDSM, apesar de muitos tentarem inserir isto. 

A forma de sexismo mais conhecida é de inferiorizar a mulher, com artigos sobre a exaltação masculina, utilizando padrões sociais, como os de "lavar, passar e cozinhar", para  justificar o lugar da mulher no meio BDSM. Isto é totalmente contraditório, visto que o SM adotou o termo "Domminatrix" desde os anos 60, mostrando que mulheres também podem dominar. Este tipo de visão é um total retrocesso, pois o BDSM nasceu contra padrões sociais e não combina com ideias sexistas.

Há algum tempo atrás, surgiram também supostas "Dommes" utilizando ideais de movimentos sociais, com artigos que falavam sobre a forma como o homem deve ser tratado e pregando também a supremacia feminina. Isto se encaixa na mesma coisa citada acima; Contraditória, pois dentro do meio Sm, nem mulher e nem homem é superior, nem mesmo um(a) TOP é superior a um(a) Bottom fora da interpretação SM.

Agora vamos falar dos assuntos separadamente:
BDSM: No BDSM, todo ato deve ser consensual. Por mais que o fetiche possa parecer preconceituoso, sexista ou nojento, ele deve agradar a todos, portanto não há espaço para práticas egoístas como propagadas em movimentos ou subculturas pautadas no sexo. No BDSM pode haver Raceplay, escravas, escravos, homens que se vestem de mulher, porém nada terá a ver com práticas fora do BDSM, pois vale lembrar que todos os envolvidos devem lograr da prática e podem interrompê-la sempre que tiverem vontade.

Sexismo: No sexismo, não importa-se com o prazer de outrem, apenas no papel natural, sendo assim as práticas são totalmente em inferiorizar a pessoa e não dar prazer a ela de forma consensual. Não respeita-se limites, pois os limites são automaticamente removidos ao pensar que o(a) parceiro(a) é inferior por natureza e o consenso não se é dado para seres inferiores.

Preconceito: O preconceito prejulga a pessoa antes de qualquer ato, tanto que não há respeito, consenso ou qualquer tipo de empatia neste sentimento, o que prova que não, não se encaixa no meio BDSM justamente por aprovar o não consensual.

Para finalizar o assunto, o BDSM agrega fetiches como Raceplay, NaziFetish, humilhação e outros, porém os trata como prazer mútuo, não podendo ser prazer de apenas um, pois caso um não queira, o consenso deixa de existir. Muitos confundem uma coisa com outra e esquecem-se que o BDSM trata de adultos que praticam algo porque gostam e sentem prazer. Nada tem a ver com abuso, racismo ou preconceito.

Muitos artigos comparam o BDSM com a escravidão real, o que é um ledo engano. Aquelas pessoas foram escravizadas, tiveram seus direitos desrespeitados, algo que nunca ocorreria no meio BDSM. Somos totalmente contra a violência e escravidão real. Caso veja um artigo  que fale sobre escravas não possuírem direitos, os associando à escravidão real, envie-o para pessoas que conheçam o meio BDSM para que possamos agir e convencer a pessoa a remover o conteúdo e contradize-lo.

Até mesmo na história do BDSM, que foi um termo cunhado por motoqueiros homossexuais podemos ver que ele não se encaixa com tais coisas. Afinal, foi criado por homossexuais que apoiaram a dominação feminina em 1960.

Não confunda o BDSM alheio com um crime e não confunda um crime com BDSM. Averigue, pergunte, leia sobre, adquira conhecimento e depois tome conclusões. O BDSM sempre tratou, trata e tratará de práticas consensuais, focando no prazer mútuo.

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domingo, 19 de junho de 2016

Fur Suit, Zentai e Furry Fandom

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Aqui explicarei as similaridades e diferenças entre um e outro, e que todos os três podem envolver temática fetichista ou +18, porém não o são em sua forma primária. Os temas abordados serão Fursuit, Halfsuit, Zentai e furry Fandom e o quanto o fursuit está ligado ao Furry Fandom. Vamos entender a essência destas coisas e saber o porquê de não podermos dizer que são petplay, hentai ou eróticas em sua totalidade. Em todos os casos, podem sim ser envolvidos em uma cena erótica, mas isso não os torna erótico, você erotiza isso, não quer dizer que isso seja diretamente erótico.


Zentai


O zentai significa "O corpo todo", foi usado inicialmente em teatros japoneses, e logo em seguida por grupos de dança(HIP HOP0 também japoneses. Normalmente são feitos de Nylon ou Spandex ou "elastano". O Zentai foi muito utilizado para cobrir pessoas em peças com Marionetes. Após tempos, o Zentai tomou seu espaço no ambiente dos bichinhos, sendo usados tanto para manter a identidade da pessoa quanto para diversão. As pessoas fantasiam-se de onças, peixes e até mesmo sereias, pois  adoram as mitologias ou os animais e decidem vestí-los para sessões de fotos. O zentai geralmente possui apenas aberturas para respiração.

O Zentai é utilizado no meio fetichista para esconder a identidade da pessoa ou porque ela possui fetiche por isto. O zentai é uma ótima opção, pois além de esconder a identidade da pessoa, não diminui o impacto desejado em um Spanking por exemplo, como fazem outras fantasias.



Furry

A Furry Fandom, o Fandom que se fantasia de animais anthro(Explicação no texto sobre os suits), se caracteriza e cria até mesmo um persona sobre eles. De longe, achamos tudo muito "brincadeira e carnaval", mas ao pesquisarmos adequadamente, saberemos o quanto a Furry Fandom leva isto a sério.

Pode acreditar, mas em sua essência, o furry tem nada, nada mesmo de hentai, ainda mais ao falarmos da Furry Fandom. Essas pessoas levam seus fursonas a sério, gastam muito co meles e trabalham toda a personalidade para ficar perfeitos, tanto que o Furry Fandom separa totalmente a parte erótica das demais. Tanto que há muitas imagens desenhadas e poucas reais de furries em cenas +18. 

Em resumo, um Furry é um personagem antropomórfico, pois possui características tanto humanas quanto animalescas. O famoso Sonic é um Furry !




Fur Suit, Half Suit/Partial Suit
 
Fursuit é a fantasia de Anthos(Animal antropomorfo). O interessante é que muitos veem fursuits de ursos em filmes, séries ou no google, pois procuram por "fantasia" ou algo do gênero, mas muitos não têm ideia do quanto o fur está ligado ao Furry Fandom. Fur significa "Peludo/furry" e suit significa "roupa/traje", então aqui podemos incluir toda fantasia que represente algum animal anthro.

O termo vai além em relação aos Fursuiters, pois eles também representam fursonas - Representações e características do Furry optado, ou seja, humor, jeito, fala e outros -, e muitas destas fursonas são criadas pelos próprios fursuiters. Eles criam um personagem, sua personalidade e também a suit para o seu "eu". Raramente em eventos anime ou furry, se verá animais já existentes, pois suiters costumam criar o seu fursona e usá-lo. A parte de ursos fica mais para a parte ocidental como filmes e séries de terror, ou fetiche.

A Suit é divida por 3 subcategorias:

1 - Fullsuit: Traje que deixe visível todo o fursona, dos pés à cabeça.

2 - Halfsuit: O Halfsuit é o traje que cobre somente metade do traje, ou seja, tronco ou pernas.

3 - Partial: Quando o traje cobre mais do que metade ou boa parte, por exemplo: Fursona de amargura, camisa e calça. Calça camisa e tênis, a aparecer somente braços, patas e  cabeça.

Interessante saber um pouco mais sobre os nosso fetiches fora deles, não ? Como podem ver, Furry não é petplay, pode haver petplay com fursuit. Zentai também não é um fetiche por si só, mas pode haver sim o zentai fetish. São coisas separadas. Você pode ter tesão por agulhas, mas isso não faz  faz das agulhas algo sexual por si sós.
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O cuidado com o Pão e Circo no meio SM.

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Este não é mais um texto guia, longe disto. Esta é a primeira postagem crítica que escrevo no meu blog. Por quê ? Pelo fato de haver muitas incoerências nos textos atuais, uma sequência de plágios e não citação aos criadores de tais textos.

Infelizmente o BDSM na internet tornou-se uma luta entre quem possui mais conteúdo teórico, não importando de onde ele venha ou se faça sentido. Com isto, muitos transmitem informações erradas e até mesmo bizarras sobre o BDSM. Isso é um grande desfavor à subcultura, pois fica mal vista, mais do que já é, e também ninguém sabe o que é o certo ou errado. O mais grave da propagação desses tipos de texto, é a aceitação da violência ou usá-la no meio SM como justificativa.


Vivemos uma disputa, onde quem possui o relacionamento mais intenso e hardcore é o TOP mais renomado, mais respeitado. Esse tipo de disputa ignora totalmente o fato de lidarmos com vidas. A Bottom é um ser vivo que sente e não existe para saciar todos os seus caprichos egoístas. SM  é um jogo para dois ou mais, não para saciar sua baixa auto estima.

Estes e mais fatores foram alguns dos que quase me desinteressaram a escrever. Hoje procura-se o cômodo, o que se quer ouvir e não a verdade. Opiniões, não verdades. Tanto quem lê quanto quem escreve, procura agradar o público ou ser agradado e não passar a realidade.

Resultado disto são inúmeros grupos de Whatsapp com Bottoms e Tops totalmente leigos, tentando ensinar o que não sabem, e determinando coisas sem saber. Isto é crítico ao BDSM, pois mistura-se ideias e a violência, estupro e desrespeito. Hoje temos muitos mentores que não aprenderam, pessoas que não sabem a tentar ensinar e pior, a propagar o não consensual como comum dentro do meio BDSM.

Antes usava-se a "escrava" para o non-consent, onde textos leigos diziam sobre escravas não terem opinião, serem como objetos inanimados feitos para servir, o que é errado. Uma escrava pode negar, terminar e até mesmo ligar para a polícia se você forçar a barra. Antes de SM, ela deve ter seus direitos respeitados como pessoa. Quem define o limite disto ? OS envolvidos e somente. Nenhum terceiro define relacionamento alheio.

Uma dica que dou a quem pretende ler sobre BDSM: Procure fontes confiáveis, pesquise o histórico da pessoa. Saiba o máximo que puder, assim garantirá se esta pessoa está ou não mentindo. Uma dica é procurar outras pessoas conhecidas, reconhecidas ou respeitadas no meio SM por seus textos, pergunte a elas se aquele texto está incorreto ou correto.

Se isto é desrespeitoso ? Nem um pouco, pois quem é honesto em seus textos, não tem medo de avaliações e nunca negará informação ou fontes que não sejam suas. Evite que mais violência e incoerência sejam propagadas no meio BDSM. Mostre textos incorretos e fale sobre o site das pessoas. Indique bons sites, não compartilhe informação sem verificar antes. Não acredite na primeira palavra dita por alguém.

Se você busca conhecimento/aprendizado, deve primeiro entender que a história não é feita por só uma pessoa, então leia diversos, não somente um. Caso contrário, você será mais uma dessas pessoas que acreditará em uma mentira e achará que é o certo.

BDSM FOI, É E SEMPRE SERÁ CONSENSUAL. QUALQUER ARTIGO QUE CONTRADIGA ISTO, DEVE SER DENUNCIADO.
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