quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um Bottom, dois tops.

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É possível uma Bottom "ter" dois Tops ?

Respondendo de forma simples, sim, é possível! 

"Mas como assim, Vince ? Onde aprendi não podia, onde vi não podia e nunca conheci".

O fato de uma pessoa ter dito, não torna aquilo verdade, e se formos levar ao que cada um diz, ninguém faz algo e o BDSM pode ser encerrado, pois se levarmos a sério o que cada um diz que não pode, nada será feito, estagnaremos!

Vamos à explicação:

Não há algo no BDSM que proíba dois tops dividirem a mesma Bottom, não existe uma regra para isto, tampouco uma que proíba o ato ou relacionamento, portanto não pode-se afirmar que não se pode. De onde foi tirada a informação que não se pode ? De fulano, ciclano ? Esse ciclano faz parte de algum clã que criou as bases, tríades e afins para poder alterá-las ? Lembrando que tudo o que é feito, passa pela aprovação da comunidade, não há como criar algo do nada e forçar que todos digiram aquilo como verdade se não há sequer uma tese sobre.

Então como funciona ?

Claro, há exceções e realidades, então vamos citá-las:

TPE: Em um relacionamento TPE, obviamente não seria possível, por quê ? Não há como dividir um poder que é "total", ou o poder total deixaria de existir, ou o Bottom se cansaria no seu primeiro dia, pois como seguir regras totais de duas pessoas caso se contradigam ? Caso sejam divergentes, seria impossível realmente seguir. Ou a TPE possui um só Top ou não é uma TPE.

Exemplificando: Em uma TPE é comum que o Top escolha desde as roupas até a forma como a pessoa se comporte em público, a haver uma modificação da pessoa, mas claro, ainda a respeitar o consentimento, portanto não há como algo tão intenso ser dividido. Imaginemos que um queira que a escrava use batons de cores fortes, e o outro clores suaves. Um queira que ela esteja de vestido e outro de short, não dará certo. Tudo terminará em uma confusão.

PPE: Em uma PPE, é possível existir dois tops, pois o poder é parcial, isto abre espaço para que a pessoa consiga cumprir regras diversas, vindas de pessoas diferentes, sem entrar em divergência. Os dois podem entrar em comum acordo sobre onde termina o poder de um e começa o do outro. É necessário atenção e sincronismo em excesso para que dê certo, pois um pode dar ordens que contradigam à do outro e assim gerar um desentendimento e quebra de acordo. Estes casos são comuns quando casais possuem um Bottom, isto é mais comum de ocorrer.

Exemplificando: Lá fora não debate-se muito sobre isto, pois há uma separação usada na Europa e países que falam inglês, e eles utilizam "Sex Slave" e "Servant", uma escrava(Sex Slave) tem o foco no fetiche, no sadomasoquismo, na prática, enquanto a serva(Servant) tem prazer em simplesmente servir, aqui entram deveres de casa, seguir regras e coisas do tipo, portanto é comum ver casos fora do Brasil onde um Bottom seja Sex Slave de um top e Home Slave/Servant de outro.

No Brasil há casos testemunhados onde a Bottom servia a duas Dommes, uma morava em sua cidade e outra em outro estado, portanto ela viajava e passava um tempo com uma Domme, e quando não viajasse, estava sob ordens da domme quem orava em sua cidade. Sendo assim, ela obedecia ambas, era posse de ambas, mas em dias diferentes.

EPE: Uma EPE possui a troca de poder somente durante a sessão, portanto não configuraria um relacionamento BDSM, mas relacionamento baunilha com sessões BDSM, portanto aqui há a maior liberdade, e por quase não haver regras, é totalmente passível de haver dois tops. Nesta parte não é preciso exemplificar, pois a pessoa poderia servir a mais de um top tranquilamente. O termo também se encaixa em pessoas que não possuem um relacionamento, só praticam sessões avulsas, conhecidas como partners.

Este seria até um artigo desnecessário se não houvesse muita desinformação. Onde quero chegar ? Tudo é pensado como DS e encontro de cavalheiros, pois o público brasileiro parece trazer valores elitistas e morais ao BDSM, dizendo ser errado tudo que fuja do conceito "conservador".

Sabemos que a DS desenvolveu-se da Disciplina. No início, havia somente o SM, pois o BDSM foi criado pela Sm Subculture/Leather Subculture, e assim evoluiu com o passar dos anos, só quase 50 anos depois da criação da subcultura que surgira o termo "DS", porém após a troca dos termos "top, bottom e switch", pelo genérico "Dom e sub", muitos passaram a confundir tudo com DS, pois levam ao pé da letra e creem que caso não seja algo DS, sob uma TPE, não é BDSM. Este fato gerou intrigas entre o lado SM e o lado DS, pois um entrou em conflito com o outros graças às divergências de ideologias. No entanto, podemos sim viver em paz sem nos intrometermos onde não há necessidade.

A verdade é que após algum tempo, muitos outros arquétipos de relacionamento nasceram da disciplina, o mais mencionado atualmente é o relacionamento Brat x Tamer, que seria o exercício de disciplina constante entre Top e Bottom.

Enfim, é sim possível um Top dividir sua Bottom, porém tudo é relativo. Precisamos avaliar casos e casos antes de darmos uma resposta.


MATERIAIS EXPLICATIVOS
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domingo, 13 de agosto de 2017

ImpactPlay para novatos, isso existe ?

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Após muitas perguntas relacionadas a objetos que se devem usar quando se é novato, resolvi criar esta postagem.





Ao todo não existe material para "spanking newbie", mas cada material possui uma forma de uso, riscos, diâmetro e impacto, ou seja, tudo muda quando se altera o que se usa. Em resumo, quem é novato deve evitar materiais mais pesados, floggers com dobras, bolinhas na ponta e coisas do tipo, por serem mais focalizados, é preciso saber mover, onde acertar e como acertar antes de usar materiais que causem maiores danos. No entanto, não existe algo que separe o novato do expert em relação ao gosto. Você vai gostar do que tiver que gostar. Mesmo os mais antigos não suportam alguns materiais e amam outros, portanto atente-se ao que vocês, envolvidos, gostam. Saibam como utilizar o material desejado, do que é feito, pesquise e pratique, e após seja feliz.




Paddle: Paddles possuem comumente o formato de uma tábua, onde há a empunhadura e a parte de impacto, também chamada de "lâmina". Os clássicos possuem furos para que o vento passe por eles e aumente a velocidade e impacto, porém há diversos modelos no mercado, e após saber o uso, pode-se adquirir modelos com rebites para aumentar o ardor.






Flogger: Floogers ficaram conhecidos popularmente como "chicotes", geralmente possuem 9 a 12 pontas, são os materiais mais usados por fetichistas, pode-se perceber rapidamente ao passar pelo google ou redes e perceber que na maioria das imagens há um flogger na mão da parte dominante. Chamam de "verdadeiro flogger" o flogger onde as pontas são continuação da tira, ou seja, é só uma tira de couro que é repartida após a base, não é possível vê-las coladas .





Cane: Em seu clássico, canes podem ser literalmente traduzidas em "bengalas", aquelas finas, sim, elas também podem ser usadas para um spanking. A cane pode variar de tamanho e material, basta ser criativo. As canes mais comuns são finos tubos de madeira, mas podem ser usados outros materiais como tubos de cola quente de tamanho grande, pvc cristal e outros.





Chicote: Os chicotes podem variar de tamanho e material, os maiores são conhecidos como long ou bull whip, são chicotes usados para touradas, domar touros e grandes animais, são de difícil uso e nada indicados pra quem não tem noção de como usá-los, pois os ferimentos podem ser gravíssimos. Ademais, há modelos menores.







Chibata: As famosas chibatas. Nos anos 2000 ficaram muito famosas graças à tiazinha. Chibatas são comumente usadas em cavalgadas, treinamento de cavalos para corridas ou circuitos. É um material de fácil controle e uso. As chibatas possuem diversos formatos, podem até ter a ponta em coração, e sim, se acertar da forma certa, fica o formato. Pela facilidade de uso, são indicados para todos.




Régua: As réguas são famosas disciplinadoras. Quem nunca assistiu ou leu um livro onde houvesse um spanking com uma régua longa de madeira ? Aqui não há necessidade de descrição, pois todos conhecem sobre o que falo. Réguas grandes podem ser encontradas em lojas grandes de material. Seu material pode variar de madeira a aço, escolha o mais adequado desde que saiba como usar, lembrando que o metal corta com facilidade.




Não haverá explicações sobre o uso, apenas sobre quais são os materiais mais conhecidos. Há mais objetos que podem ser utilizados como colher de pau e muitos outros, até cabos USB estão valendo, vale a criatividade, só não se esqueça da responsabilidade. alguns materiais geram cortes e outros podem até mesmo gerar danos consideráveis, portanto pesquise, saiba como usar, faça testes no sofá, em almofadas, só para testar a mira e depois pratique. Nunca utilize alguém para a sua primeira experiência com um objeto, isto pode ser fatal.

Lojas onde pode-se adquirir os materiais citados com qualidade(Indicados)
TODOS TRABALHAM COM PEDIDOS TAMBÉM
 
WZ FetishArkhan Toys •  Rasputin Acessórios


Guias sobre Spanking, aplicação e prática: 
 FloggingSpanking



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terça-feira, 7 de março de 2017

Smoking Fetish.

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Antes de mais nada, lembremos que o cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, e dentre elas há o chumbo, cianeto e cádmio, portanto tenha em mente que você está a queimar todas estas substâncias na pele de alguém caso faça uso do Burn, e que ao fumar próximo a alguém, você coloca a saúde da pessoa em risco.

Burn Fetish.

O Burn Fetish consiste no prazer em queimar a própria pele ou a pele de outrem com o cigarro, o fetiche aqui citado está diretamente ligado ao Smoke Fetish, ou seja, o fetiche pelo cigarro em si.

O cigarro queima a 900 -1.000 graus célsius, portanto tenha em mente que é uma brasa extremamente quente, que derrete a pele com extrema facilidade, então o intuito é somente encostar o cigarro na pele de seu(ua) parceiro(a), pois além da forte queimadura, há também os riscos de suas substâncias gerarem problemas, pois nem todas são queimadas, e sua fumaça é tóxica, e esta entrará em um ferimento aberto.

Cuidados a se tomar:

1) Tenha certeza que de não forçar o cigarro contra a pele, sua temperatura é mais do que suficiente para causar a queimadura, portanto não há necessidade de forçar o cigarro e correr o risco de queimar algo além da primeira camada de pele e colocar a pessoa em maior risco. Encoste o cigarro a ponto de queimar e o remova, e tenha certeza de não deixar brasa alguma sobre a pele.

2) Ambiente; Faça em um ambiente onde não haja risco da brasa cair e cause um incêndio. Opte por fazer a prática em um local onde a brasa do cigarro possa cair no chão sem queimar o ambiente, portanto mantenha-se longe de tapetes, cortinas e afins.

3) Partes a evitar: jamais queime o cigarro no pescoço, dobras do cotovelo, joelho, mamilo e partes íntimas. Obviamente mantenha a brasa fora do rosto, pois além da queimadura, há o risco da brasa escapar e atingir olhos.

4) Não o faça constantemente. Esta não é uma prática para todo final de semana, pois deixa cicatrizes em sua maioria das vezes, portanto não a faça constantemente, tampouco faça por cima de uma cicatriz. Burn fetish causa queloides com extrema facilidade também.

5) Exames, plaquetas, baterias. Saiba da saúde da pessoa antes de pensar em queimar um cigarro na pessoa, pois você quer praticar algo saudável, não acabar com a vida da pessoa.

E as marcas, como tratar ?

1) Tome um banho gelado a seguir, a água gelada ajuda na recuperação e remove os resíduos de brasa que podem ter ficado sobre o ferimento. Também utilize vinagre, pois este reduz a ardência causada pela prática.

2) A probabilidade de inflamação é alta, portanto utilize alguma pomada e/ou tome algum remédio que tenha função antibiótica, assim você reduz as chances de alguma inflamação.

3) Utilizar uma bolsa de água fria ou lavar com água fria todos os dias para evitar a criação de bolhas, porém ainda assim não será 100%, nem perto disto.

4) Utilize Aloe Vera duas ou quatro vezes ao dia para haver regeneração do tecido e não haja danificação cutânea, esta parte é muito importante para a recuperação, pois evita que cicatrizes maiores e problemas ainda maiores sejam criados. Não queime ou friccione a bolha, pois pode estourá-la e gerar maiores problemas.



Smoking Fetish.

Apesar de muitos ignorarem seus riscos, só fumar próximo a alguém já oferece o risco da pessoa também desenvolver câncer maligno, portanto saiba bem o que está a fazer. Não minta para a pessoa, pois da mesma forma que você pode desenvolver a doença, seu(ua) parceiro(a) também pode tê-lo, pois está a ingerir as mesmas substâncias que você está a tragar, portanto esteja ciente disto antes de pensar em seu prazer em fumar e estar próximo(a) a um(a) fumante.


Human Ashtray(Cinzeiro Humano).

O prazer nesta prática é diretamente ligado ao prazer em ter cinzas de cigarro jogadas sobre a boca e/ou ter o cigarro apagado sobre a língua. Além dos riscos que o cigarro por si só oferece, também há o risco pela ingestão destas substâncias queimadas.
Como evitar queimaduras na língua ?

É possível fazer uma bolha de saliva para que a pessoa apague o cigarro, assim ele é apagado na bolha de saliva antes de entrar em contato com a língua. Isto é necessário, pois a língua é cheia de bactérias e o risco de infecções é enorme, ainda mais caso seja uma queimadura causada por um cigarro, portanto utilize esta técnica, ela não diminuirá a “graça da coisa”, apenas evitará que sua língua não tenha que ser amputada.

Tenha sempre em mente que cigarro é prejudicial não só à saúde do fumante como de todos que são próximos a ele enquanto fuma, então este é um fetiche cheio de riscos por si só. Esta é uma prática de alto risco, mesmo que todos os cuidados citados sejam tomados.
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segunda-feira, 6 de março de 2017

Asfixiofilia - Jack Napier.

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Artigo criado por Jack Napier.

Primeiro quero ressaltar que não será aqui tratado o tema da asfixia autoerótica que é uma pratica para adeptos ao suicídio, vide caso da morte bizarra do ator David Carradine ou de Michael Hutchence, vocalista da banda australiana INXS, por auto-sufocamento masturbatório, o risco é desmaiar e, portanto, não conseguir afrouxar o aparato mecânico de sufocamento com consequente falecimento.

Gostaria de tratar aqui a pratica feita de forma cuidadosa e consensual de asfixiar onde é reduzida intencionalmente a emissão de oxigênio para o cérebro durante uma estimulação sexual com o intuito de aumentar o prazer do orgasmo.

A Asfixiofilia consiste em induzir no indivíduo um estado de hipóxia através da privação mecânica de oxigênio, causando êxtases quando o seu cérebro ultrapassa a região do umbral entre a consciência e o desfalecimento.

A pratica é conhecida faz muitos séculos, era praticada já na antiga Roma. Na Europa moderna, a ligação entre estrangulamento e sexo é conhecida pelo menos desde o século 17. Um caso famoso é o da japonesa Sada Abe, que em 1936 matou seu amante num jogo de estrangulamento sexual.

A pratica é muito perigosa e precisa ser conduzida com muito cuidado, abri este debate para avaliar as práticas, métodos e principalmente os aspectos de segurança.

Lembre-se que praticando a Asfixiofilia estará colocando literalmente a sua vida nas mãos de alguém.

Colocarei aqui algumas referências para iniciar o debate.

Temos três tipos de Asfixia ou breath control play (jogo de controle da respiração) que são praticados, lembrando que o uso da Safeword é impossibilitado pela natureza intrínseca da pratica:

1) Leve: quando a Asfixia acontece de forma muito moderada até o sub começar a reclamar e/ou se debater ou até mostrar sinais de que vai se render;

2) Moderada: quando o Top asfixia o sub até este último mostrar que não vai mais resistir e neste ponto para;

3) Intensa: quando o sub chega a poder desmaiar / perder momentaneamente os sentidos.

O nível de asfixia dependerá do tempo de aplicação do sufocamento assim como das condições físicas do sub.

Regras de segurança fisiológicas:

1) Nunca feche o fluxo de sangue que segue diretamente para o cérebro por meio de oclusão das artérias jugulares. Esta pratica pode causar danos irreversíveis ou morte mesmo no nível de brincadeira, pois a falta direta de fluxo sanguinho ao cérebro gera fenômenos físicos espontâneos de aumento da pressão arterial, taquicardia paroxística, eventual fibrilação, enfarte, mesmo horas após o termino da pratica. Alguns praticam, mas é de longe a pratica mais arriscada que existe no BDSM podendo realmente conduzir à morte em muitos casos.

2) Nunca aperte com força a parte anterior da garganta e pescoço, pode causar danos à base da traqueia e/ou laringe. A laringe é muito mais delicada do que acreditamos, as lesões podem ser superficiais, com dores por vários dias até a ruptura com consequente sufocamento e morte se não for praticada imediatamente uma traqueotomia.

3) Nunca deixe de considerar como de extrema importância sinais como espasmos (tanto na região torácica e principalmente do diafragma), ânsia de vomito, olho vácuo, mudança de cor da pele (palor extremo ou aspecto cianótico). Estes sinais refletem condições fisiológicas extremas do sub que podem ocasionar sequelas, e ao aparecer a pratica deve ser imediatamente interrompida sem exceções.

Regras de segurança: objetos.

1) Nunca use objetos de espessura inadequada para praticar o estrangulamento do sub. É recomendado utilizar saco plástico (somente transparente), cinto, lençol, ou outros objetos com uma espessura mínima de 5 cm o que reduz o risco das lesões descritas supra, nunca use torniquetes.

2) Nunca use algo que não possa permitir a liberação imediata do sub e portanto a interrupção imediata do estrangulamento. Não use arames, não faça nós, não feche o cinto, não use saco plástico grosso, etc. Numa condição aparentemente normal pode parecer fácil desatar um nó, ou abrir um cinto em menos de um segundo, mas se por exemplo houver um inchaço, a coisa pode se tornar difícil com consequente condução para a morte do sub.

Regras de segurança: Tempo.
As chances de cinco segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são realmente, realmente, realmente baixas, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva, em que aumenta a pressão intratorácica, diminui o retorno venoso ao coração e aumenta a pressão arterial.)

As probabilidades de 30 segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são muito, muito baixas, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva.)

As chances de um minuto de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são realmente baixos, mas não zero. (A morte por asfixia de breve período de tempo é provavelmente causada pelo efeito de Valsalva.)

As probabilidades de 90 segundos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca são baixos, mas não zero.

As probabilidades de dois minutos de estrangulamento ou asfixia, causar parada cardíaca não são tão baixas assim. Entramos realmente na área de risco fisiológico geral.

As chances de mais de dois minutos de estrangulamento ou asfixia matar alguém são serias, temos sim a probabilidade de ter um grande problema em nossas mãos.

De três até cinco minutos de estrangulamento ou asfixia, com certeza estamos em sérios apuros com nosso sub tendo que ser reanimado, com grande risco de morte.

Em 10 minutos não há mais o que fazer, é caso de polícia por homicídio.

Há também um rol considerável de complicações secundárias documentadas devidas ao estrangulamento, incluindo, mas não se limitando, a fratura da laringe, paralisia de um ou de ambas as cordas vocais devido a contusão de um ou de ambos os nervos recorrentes, cegueira súbita, hemorragia cerebral, fratura do osso hioide no pescoço, fratura / deslocamento das vértebras cervicais e / ou danos na medula espinal, desalojando de uma placa aterosclerótica nas artérias carótidas que viajam até ao cérebro com consequente acidente vascular cerebral, e óbitos ocorridos até três dias após a aplicação do estrangulamento devido ao inchaço e formação e dissolução de um coágulo ou de pós-choque dos tecidos.

Sabemos que "pessoas mais velhas" enfrentam maiores chances de um desfecho fatal ao se envolver em asfixiofilia que "as pessoas mais jovens". Sabemos que pessoas "doentes", especialmente pessoas com doenças cardíacas, enfrentam maiores chances de um desfecho fatal do que "mais saudáveis". Sabemos que outros fatores aumentam as chances de um desfecho fatal: o uso de álcool, drogas, antidepressivos tricíclicos, níveis elevados de adrenalina no sangue.

Pelo sub que se submete ao tratamento de hipóxia (falta de oxigênio), o primeiro sintoma é frequentemente euforia. Muitos falam que gostam do momento em que estão perdendo os sentidos. Habilitar alguém a estrangular ou sufocar com certeza requer um extraordinário grau de submissão e confiança no Dominador. A recompensa são orgasmos muito mais intensos do que o normal. Isto se deve também ao aspecto psicológico pelo qual o sub, ao perder o controle da própria respiração, entra em um estado emocional de entrega total, medo pela própria vida, sensação de submissão sem nenhuma barreira ou restrição.

Pessoalmente nunca ultrapassei a fase leve, sempre com extremo cuidado e com parceiras sub que conhecia muito bem, jovens e em boa saúde.

A pratica do breath control play é banida na maioria das comunidades BDSM do mundo devido aos seríssimos perigos relacionados.

Para maiores esclarecimentos recomendo a leitura do Jay Wiseman's "Closing Argument" On Breath Play (infelizmente somente em inglês)

http://www.jaywiseman.com/SEX_BDSM_Breath_Closing_Argument.php

Qual o limite de segurança aceitável desta pratica então?



Esse debate é para todos, Dominantes e submissos.
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