quinta-feira, 28 de julho de 2016

"Senhor" e seu uso.

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É uma ideia deveras DS, visto que boa parte dos Tamers ou daddys são chamados pelo apelido escolhido ou por outros, não de senhor. Os puramente Sm não costumam ser chamados de senhor.
O termo: Chamar um top de "senhor" é algo antigo no meio BDSM, mas não tanto. No entanto, foi criado graças à hierarquia DS, onde bottom's devem dirigir-se aos Top, chamando-os de "senhor", em respeito às posições acima e abaixo. O termo não se refere à inferioridade real, mas de papéis e liturgia opcionais, para aqueles que gostam de algo mais "teatral", ou para alguns, mais "belo".

A ideia pode ser boa em âmbito fechado e litúrgico, porém não no meio virtual ou em festas, onde não se sabe quem é quem, quem faz o quê ou quem ali dá o devido respeito às pessoas presentes.

Impor isto em meio virtual é, ao meu ver, estranho, pois não se sabe quem está do outro lado da tela e o que a pessoa faz. Chamar um(a) abusador(a) de senhor por mero capricho não faz sentido.

Não sou contra a ideia, mas forçá-la ou usá-la de forma descabida perde até mesmo o sentido de hierarquia. Afinal, se devemos respeito a pessoas que fazem tudo errado, abusam, praticam com parceiros(as) embriagados e desrespeitam, logo esta nomenclatura de nada vale, ou pior, mal vale.

Antes de falarmos sobre um termo, devemos analisar todo o seu contexto e uso para que este não perca o sentido.

Pensando mais profundamente, pensemos no que é um top, o que ele representa, quais as bases e tríades; Um adepto do SM representa o consenso e respeito entre os envolvidos, uma base, SSC ou RACK, a parte prática que ele representa, BD, DS ou SM e acima disso, o envolvimento real.

O Sm tornou-se um jogo de RPG, onde se escolhe um persona, uma classe e passa-se a digladiar por títulos e vitórias, a perder todo o sentido.

Dizer que todos são obrigados a utilizar um termo fixo ao conversar com todos, faz com que o termo perca o seu sentido. Já pensou em chamar todas as etnias de "japonês" ? Não somente quem nasce no Japão ? É isso que ocorre com o termo "senhor".

Pessoas a impor, sem nunca ter praticado, respeitado ou lido algo. Essa pessoa será realmente uma adepta ? Por que chamá-la de "senhor", sendo que esta sequer representa o termo ?
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