terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Humilhação.

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Esta é uma postagem em resposta à enquete feita no grupo BDSM Brasil, onde os membros votaram por um tema, então vamos falar sobre humilhações. O artigo será totalmente nu e cru, a fim de não amenizar os riscos e peso que estas práticas podem gerar.

Vale lembrar que humilhações estão diretamente ligadas ao SM, que simboliza a parte sadomasoquista do BDSM.

Humilhação: Humilhar significa rebaixar. Ao todo, a humilhação no BDSM consiste em ofender ou rebaixar a pessoas com termos que a excitem, todos os termos são tidos como ofensas no meio social: Gorda, negra, vadia, mucama, puta e muitos outros termos.  Humilhações também podem resumir-se a atos que rebaixem o(a) parceiro(a).

As humilhações não separadas por níveis, pois uma ofensa simples pode tornar-se um pesadelo caso a pessoa tenha algum trauma ou fique realmente ofendida pelo termo usado. E o uso constante das práticas humilhantes tendem a gerar, por si sós, traumas, depressão, subdrops e subburnouts com extrema facilidade. Além da queda da auto estima que pode ocorrer sempre que uma prática assim for feita. Falemos agora sobre algumas práticas:


Ofensas: São a forma mais "básica" de humilhação. Ofensas sempre devem ferir a moral da pessoa, caso contrário tornam-se um elogio. Pessoas sentem prazer ao serem ofendidas, ter algo que as envolva humilhado, serem rebaixadas e aqui entra termos ofensivos, estes podem ser muitos que vão até termos que fora do BDSM seriam racistas ou sexistas.

Scat:  Os adeptos de Scat sentem prazer na prática não somente pelo cheiro e textura das fezes, mas também porque fezes dão o sentimento de sentir um vaso sanitário, um monte de 'nada", não há como definir especificamente o sentimento, mas é um sentimento humilhante para quem está como passivo(a). Quem está ativo, sente-se poderoso, superior ao praticar.

Riscos: Os riscos do SCAT são muitos, visto que as fezes são dispensa corporal, contendo bactérias mortas e salmonelas que possuem muitos riscos.

Pissing: Quase o mesmo sentido que o Scat, com a exceção do odor, pois a urina com mal cheiro sugere algum problema ou falta de líquido corporal, assim como o tom alaranjado. A pessoa sente prazer ao ser urinada ou urinar em outrem pela interpretação de superioridade e inferioridade.O pissing não oferece os mesmos riscos que o Scat.

Chuva prateada(Cuspe/suor): A prática de cuspir na face ou corpo de uma pessoa.ou lamber o suor da mesma.. A sensação é a mesma que o pissing, porém no caso do suor há o sentimento de "estar a limpar" a pessoa que momento está em papel superior. Não há riscos práticos em relação à esta prática.

RacePlay: Consiste em humilhar a pessoa por sua cor ou etnia. Lembrando que raceplay é um jogo consensual entre adultos, os termos de roleplay não são usados com o tom real do meio social. No Raceplay é comum haver o  NaziFetish que explicarei abaixo. O Raceplay pode conter termos racistas e xenofóbicos como "mucama", "escrava" e outros.

Riscos: Traumas profundos, queda de estima, depressão, subdrop.

NaziFetish:  e outros, onde a pessoa incorpora um papel, por exemplo, de um soldado nazista e a parte passiva de um judeu ou um negro e ambos fazem um role muito similar ao do nazismo real.

Riscos: Traumas profundos, queda de estima, depressão, subdrop.

Pênis pequeno: Uma forma de humilhação  é o deboche sobre o tamanho do pênis do parceiro. Uma cena é feita em torno deste cenário.

Riscos: Traumas profundos, queda de estima, depressão, subdrop.

Humilhação ao corpo:  No BDSM há pessoas que fazem jogos de humilhação em relação ao corpo da pessoa, por ser magra ou gorda, então nesta cena são usadas formas de humilhar a pessoa em relação a isso, seja com ofensas verbais ou escrita em seu corpo.

Riscos: Traumas profundos, queda de estima, depressão, subdrop.

Cuckold: Cuckold é um jogo de exibicionismo e incorpora diversos fatores, mas foquemos na parte humilhante em alguns casos. Em muitos sites e ao vermos adeptos da prática, vemos esposas gostarem de ter escrito em seu corno: "Puta do comedor", "corno manso", assim como a parte do parceiro sentir prazer na humilhação de ver outro homem transar ou ter uma sessão com sua mulher, e melhor ainda caso este tenha o pênis maior que o dele ou transe melhor. O feminino de Cuckold é Cuckquean.

Riscos: Traumas profundos, queda de estima, depressão, subdrop.

Término: Como podem ver, humilhações podem ser muitas coisas, não citarei mais práticas para que o artigo não fique extenso, porém lembre-se que estas práticas podem causar, com extrema facilidade, algum trauma, a ponto de colocar a pessoa em estado depressivo. 

Sempre converse  com o seu Bottom em relação a estas práticas e o indicado é que, em alguns casos, não as faça constantemente porque você com certeza irá quebrar o(a) seu(ua) bottom. Após a sessão, use e abuse do After Care, dê intervalos para ele, aumente sua moral, o elogie, estas são pequenas coisas que podem amenizar a intensidade de uma cena com humilhação. Diálogo e bom-senso, além de empatia, são obrigatório para as práticas.
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domingo, 11 de dezembro de 2016

Liturgia

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Falemos sobre liturgia e onde ela se encaixa, este será um texto complexo para que não sobrem dúvidas acerca do tema. Fora do brasil o termo liturgia inexiste, porém pode-se encontrar o tema "protocol' , que diz exatamente o que defino neste artigo.

O que é Protocolo/liturgia ?

1 - A reunião dos elementos ou práticas que, regulamentados por uma igreja ou seita religiosa, fazem parte de um culto religioso.

2 - Conjunto dos modos usados no desenvolvimento dos ofícios e/ou sacramentos; rito ou ritual.Catolicismo. Segundo as ciências eclesiásticas, a história do culto católico. Também se pode referir à missa; a própria missa.

Os sinônimos de liturgia são: Rito, missa e ritual.

Existe liturgia no meio BDSM ? Sim, porém não aplicada ao geral. Não há uma regra que defina como todos devem se comportar, não há uma obrigatoriedade comportamental a ser seguida, porém podemos aplicar liturgias em clãs, festas, encontros ou grupos. Nem mesmo as cerimônias BDSM são obrigatórias, tais como cerimônia das rosas e encoleiramento, portanto realmente podemos concluir que não existe uma liturgia que todos os adeptos do meio BDSM devam seguir.


Então onde entram os protocolos ?

Em festas, cerimônias, clãs, munchs e grupos. É muito comum ver grupos ou clãs com muitas regras, desde o ingresso da pessoa ao ensinamento. É passada uma ideia deste grupo e todos que fazem parte dele, o seguem. Por exemplo: Nomes próprios, postura, forma como bottoms e tops se vestem e até mesmo o vocabulário. Alguns clãs utilizam até mesmo pactos de sangue para quem entra, a pessoa deve  fazer um pequeno corte e fazer alguma jura ou promessa.

A liturgia mais clássica dos grupos é chamar tops de senhor, e também o uso das coleiras para dizer em qual situação a Bottom se encontra, esta é muito utilizada em algumas parties SM. Os tipos coleiras podem ser vistas aqui.

Liturgia também é muito utilizada em relacionamentos DS, onde Bottom e Top possuem rituais a seguir dia após dia, e acham os ritos importantes para que a relação continue com o seu arquétipo, sem ser quebrado. Também é possível ver liturgia, mas não BDSM, em encontros de mestres Shibaristas, shibaristas costumam seguir o ideal da prática e possuem todo o ritual de preparo para isto.

No final, notamos que grupos, clãs e afins adotam diversos ritos de outras subculturas e as inserem no BDSM, pois acham a ideia por trás do ritual bela e significativa a eles. Alguns casais utilizam as cerimônias de encoleiramento e das rosas para fixar, de forma litúrgica, o relacionamento.

No Brasil é comum a liturgia ser utilizada de forma generalizada, algo que vai de contramão  ao consenso e a origem hedonista do BDSM que veio do Sm Subculture. Como uma subcultura pode pregar liberdade sexual e prazer abundante e ao mesmo tempo limitar ? Há uma incoerência na argumentativa, pois podemos utilizar os eventos públicos internacionais, onde todos usam látex e praticam na rua, de forma hedonista, sem se preocupar se estão a ser vistos ou se há algum rito naquilo.

Como é possível haver uma liturgia que todos devam seguir se o que vemos, onde o BDSM nasceu, é o oposto ? Cenas cheias de sexo, prazer, humilhação e exibicionismo ?

Dada a nascença do BDSM, sabemos que é impossível existir uma liturgia BDSM geral, portanto esta fica a grupos fechados, festas e afins como citei anteriormente.

A liturgia pode ser bela quando vista ou praticada. Eu mesmo tenho enorme estima pela cerimônia das rosas. Toda a simbologia dela é bela, e os debates de alguns grupos fechados são muito interessantes, pois ali prega-se uma educação

Quando os protocolos tornam-se prejudiciais ?

A liturgia torna-se prejudicial quando a se prega fora dos grupos, quando a usamos de forma geral, a dizer que todos ou todas devem seguir, pois aquela liturgia daquele grupo é a certa e as demais são erradas. Aqui a pessoa começa a quebrar todo o leque de posições existentes no BDSM, e também ignorar toda a diversidade e origem do BDSM. Se alguma liturgia é boa para ti, fale sobre ela, mas não obrigue quem não é do seu clã ou grupo a segui-la, pois ele(a) não é obrigado(a). O BDSM em si prega a liberdade e dizer que todos devem seguir uma regra comportamental é excluir todo o processo evolutivo. A liturgia costuma geralmente excluir brats, tamers, daddys, littles, primals, preys, masoquistas e sádicos, pois são posições que, geralmente, não aceitariam regras. E BD(Shibari/Dorei/BunnyRope) possuem regramentos e ritos totalmente diferentes do posicionamento DS.

Sejam criativos, liturgia é algo saudável, desde que não se obrigue quem é de fora segui-las.


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 SOBRE MIM

Meu apelido tanto no meio quanto fora dele é Vince. Muitos leem o blog, porém desconhecem quem escreve. Todos estes anos, trabalhei neste blog sozinho, porém alguns artigos tiveram supervisão de adeptos que considero, tais como Ariel Succubi, Vaca Profana e WZ. Então não foi tão sozinho assim, inclusive o tópico sobre as bases foi feito por Dom Alighieri e eu. Este artigo foi difícil, mas conseguimos!


Minha posição no meio BDSM é Top, mas sendo mais específico, sou Daddy, Tamer e sádico. Sou este carinha aqui.

Sou uma pessoa simples. Comecei no BDSM aos 18 anos, mas já era apaixonado por toda a complexidade que este envolve antes. Lia, lia e filtrava, então tive a primeira prática aos 18 e resolvi passar a frente tudo que aprendi e aprendo, pois a vida é um eterno aprendizado.

Minha prática favorita e mais constante é o Needleplay, cujo ensino gratuitamente em São Paulo quanto tenho tempo. Não cobro pelos workshops, sempre peço que cada um traga seu material. Não consigo cobrar 100-150 reais para ensinar em um país onde o salário mínimo é de 900 reais. Deixo a cobrança para as feiras as quais palestro, empresas que possuem dinheiro para pagar por isto. Prefiro que o conhecimento chegue a mais pessoas gratuitamente do que a poucas pagantes. Também ensino casais de São Paulo que me procuram para praticar algo com segurança.


AGRADEÇO A TODOS!

Agradeço a todos pelo apoio, pois são vocês, leitores, que leem e comentam que me mantém a escrever, traduzir, compreender e absorver mais do mundo BDSM. Faço por autoconhecimento, mas compartilho com todos tudo o que aprendi e espero que eu tenha lhe ajudado de alguma forma. 

Foram anos de esforço, conteúdo e prática, jamais pensei que este blog seria lido tantas vezes e visto em tantos grupos sobre BDSM. A minha maior felicidade é entrar em grupos ou sites e ver este blog como indicado, não sabem o quanto isto me preenche. O carinho e afeto de vocês me animam em demasia. às vezes penso em parar de escrever, mas penso em quantos leem aqui e perderiam informação. Então sempre escreverei e guardarei  um momento para o blog!

O blog foi aberto em 2012, já são quase 9 anos de prática e 4 anos de blog e espero que mais anos estejam por vir. Agradeço a vocês, que me leem, pois sem vocês, este blog não seria o mesmo. Façam também seus blogs e compartilhem outros blogs. Pratiquem o que leem e lembrem-se, consenso é a chave de tudo aqui!


Alguns blogs que indico muito para leitura:


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quinta-feira, 28 de julho de 2016

"Senhor" e seu uso.

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É uma ideia deveras DS, visto que boa parte dos Tamers ou daddys são chamados pelo apelido escolhido ou por outros, não de senhor. Os puramente Sm não costumam ser chamados de senhor.
O termo: Chamar um top de "senhor" é algo antigo no meio BDSM, mas não tanto. No entanto, foi criado graças à hierarquia DS, onde bottom's devem dirigir-se aos Top, chamando-os de "senhor", em respeito às posições acima e abaixo. O termo não se refere à inferioridade real, mas de papéis e liturgia opcionais, para aqueles que gostam de algo mais "teatral", ou para alguns, mais "belo".

A ideia pode ser boa em âmbito fechado e litúrgico, porém não no meio virtual ou em festas, onde não se sabe quem é quem, quem faz o quê ou quem ali dá o devido respeito às pessoas presentes.

Impor isto em meio virtual é, ao meu ver, estranho, pois não se sabe quem está do outro lado da tela e o que a pessoa faz. Chamar um(a) abusador(a) de senhor por mero capricho não faz sentido.

Não sou contra a ideia, mas forçá-la ou usá-la de forma descabida perde até mesmo o sentido de hierarquia. Afinal, se devemos respeito a pessoas que fazem tudo errado, abusam, praticam com parceiros(as) embriagados e desrespeitam, logo esta nomenclatura de nada vale, ou pior, mal vale.

Antes de falarmos sobre um termo, devemos analisar todo o seu contexto e uso para que este não perca o sentido.

Pensando mais profundamente, pensemos no que é um top, o que ele representa, quais as bases e tríades; Um adepto do SM representa o consenso e respeito entre os envolvidos, uma base, SSC ou RACK, a parte prática que ele representa, BD, DS ou SM e acima disso, o envolvimento real.

O Sm tornou-se um jogo de RPG, onde se escolhe um persona, uma classe e passa-se a digladiar por títulos e vitórias, a perder todo o sentido.

Dizer que todos são obrigados a utilizar um termo fixo ao conversar com todos, faz com que o termo perca o seu sentido. Já pensou em chamar todas as etnias de "japonês" ? Não somente quem nasce no Japão ? É isso que ocorre com o termo "senhor".

Pessoas a impor, sem nunca ter praticado, respeitado ou lido algo. Essa pessoa será realmente uma adepta ? Por que chamá-la de "senhor", sendo que esta sequer representa o termo ?
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Sexismo, preconceito, distorção e o meio BDSM.

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Antes de começarmos, vamos realçar que o BDSM deve ser consensual em todos os seus momentos, priorizando o estado físico e mental da pessoa mesmo em práticas hardcore. Em bases mais baixas, há o risco assumido, porém este é assumido por todos os envolvidos e ainda assim, há a preocupação com a vida e sanidade da pessoa.

O foco do BDSM sempre foi o prazer mútuo, sendo assim, dar prazer a todas as partes envolvidas, independente do sexo, gênero, etnia ou credo. No entanto, sempre vimos artigos que misturam ideais BDSM a outras subculturas sexistas, e o resultado é desagradável; Artigos pautados em idade, sexo ou gênero das pessoas, a tratar uma como inferior à outra por natureza.

O preconceito e sexismo têm gerado grandes desfavores ao BDSM no Brasil, pois muitos creem que no BDSM, pode-se propagar ideias que inferiorizam pessoas pelo seu sexo e até mesmo concordar com coisas que chegam a ser "revenge porn", ou seja, jogar vídeos, fotos e tratar a pessoa inadequadamente porque terminou um relacionamento ou simplesmente por puro ódio.

Subculturas e movimentos sexistas tendem a ver apenas um lado de acordo com cor e sexo, por isso raramente se encaixariam no meio BDSM, apesar de muitos tentarem inserir isto. 

A forma de sexismo mais conhecida é de inferiorizar a mulher, com artigos sobre a exaltação masculina, utilizando padrões sociais, como os de "lavar, passar e cozinhar", para  justificar o lugar da mulher no meio BDSM. Isto é totalmente contraditório, visto que o SM adotou o termo "Domminatrix" desde os anos 60, mostrando que mulheres também podem dominar. Este tipo de visão é um total retrocesso, pois o BDSM nasceu contra padrões sociais e não combina com ideias sexistas.

Há algum tempo atrás, surgiram também supostas "Dommes" utilizando ideais de movimentos sociais, com artigos que falavam sobre a forma como o homem deve ser tratado e pregando também a supremacia feminina. Isto se encaixa na mesma coisa citada acima; Contraditória, pois dentro do meio Sm, nem mulher e nem homem é superior, nem mesmo um(a) TOP é superior a um(a) Bottom fora da interpretação SM.

Agora vamos falar dos assuntos separadamente:
BDSM: No BDSM, todo ato deve ser consensual. Por mais que o fetiche possa parecer preconceituoso, sexista ou nojento, ele deve agradar a todos, portanto não há espaço para práticas egoístas como propagadas em movimentos ou subculturas pautadas no sexo. No BDSM pode haver Raceplay, escravas, escravos, homens que se vestem de mulher, porém nada terá a ver com práticas fora do BDSM, pois vale lembrar que todos os envolvidos devem lograr da prática e podem interrompê-la sempre que tiverem vontade.

Sexismo: No sexismo, não importa-se com o prazer de outrem, apenas no papel natural, sendo assim as práticas são totalmente em inferiorizar a pessoa e não dar prazer a ela de forma consensual. Não respeita-se limites, pois os limites são automaticamente removidos ao pensar que o(a) parceiro(a) é inferior por natureza e o consenso não se é dado para seres inferiores.

Preconceito: O preconceito prejulga a pessoa antes de qualquer ato, tanto que não há respeito, consenso ou qualquer tipo de empatia neste sentimento, o que prova que não, não se encaixa no meio BDSM justamente por aprovar o não consensual.

Para finalizar o assunto, o BDSM agrega fetiches como Raceplay, NaziFetish, humilhação e outros, porém os trata como prazer mútuo, não podendo ser prazer de apenas um, pois caso um não queira, o consenso deixa de existir. Muitos confundem uma coisa com outra e esquecem-se que o BDSM trata de adultos que praticam algo porque gostam e sentem prazer. Nada tem a ver com abuso, racismo ou preconceito.

Muitos artigos comparam o BDSM com a escravidão real, o que é um ledo engano. Aquelas pessoas foram escravizadas, tiveram seus direitos desrespeitados, algo que nunca ocorreria no meio BDSM. Somos totalmente contra a violência e escravidão real. Caso veja um artigo  que fale sobre escravas não possuírem direitos, os associando à escravidão real, envie-o para pessoas que conheçam o meio BDSM para que possamos agir e convencer a pessoa a remover o conteúdo e contradize-lo.

Até mesmo na história do BDSM, que foi um termo cunhado por motoqueiros homossexuais podemos ver que ele não se encaixa com tais coisas. Afinal, foi criado por homossexuais que apoiaram a dominação feminina em 1960.

Não confunda o BDSM alheio com um crime e não confunda um crime com BDSM. Averigue, pergunte, leia sobre, adquira conhecimento e depois tome conclusões. O BDSM sempre tratou, trata e tratará de práticas consensuais, focando no prazer mútuo.

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domingo, 19 de junho de 2016

Fur Suit, Zentai e Furry Fandom

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Aqui explicarei as similaridades e diferenças entre um e outro, e que todos os três podem envolver temática fetichista ou +18, porém não o são em sua forma primária. Os temas abordados serão Fursuit, Halfsuit, Zentai e furry Fandom e o quanto o fursuit está ligado ao Furry Fandom. Vamos entender a essência destas coisas e saber o porquê de não podermos dizer que são petplay, hentai ou eróticas em sua totalidade. Em todos os casos, podem sim ser envolvidos em uma cena erótica, mas isso não os torna erótico, você erotiza isso, não quer dizer que isso seja diretamente erótico.


Zentai


O zentai significa "O corpo todo", foi usado inicialmente em teatros japoneses, e logo em seguida por grupos de dança(HIP HOP0 também japoneses. Normalmente são feitos de Nylon ou Spandex ou "elastano". O Zentai foi muito utilizado para cobrir pessoas em peças com Marionetes. Após tempos, o Zentai tomou seu espaço no ambiente dos bichinhos, sendo usados tanto para manter a identidade da pessoa quanto para diversão. As pessoas fantasiam-se de onças, peixes e até mesmo sereias, pois  adoram as mitologias ou os animais e decidem vestí-los para sessões de fotos. O zentai geralmente possui apenas aberturas para respiração.

O Zentai é utilizado no meio fetichista para esconder a identidade da pessoa ou porque ela possui fetiche por isto. O zentai é uma ótima opção, pois além de esconder a identidade da pessoa, não diminui o impacto desejado em um Spanking por exemplo, como fazem outras fantasias.



Furry

A Furry Fandom, o Fandom que se fantasia de animais anthro(Explicação no texto sobre os suits), se caracteriza e cria até mesmo um persona sobre eles. De longe, achamos tudo muito "brincadeira e carnaval", mas ao pesquisarmos adequadamente, saberemos o quanto a Furry Fandom leva isto a sério.

Pode acreditar, mas em sua essência, o furry tem nada, nada mesmo de hentai, ainda mais ao falarmos da Furry Fandom. Essas pessoas levam seus fursonas a sério, gastam muito co meles e trabalham toda a personalidade para ficar perfeitos, tanto que o Furry Fandom separa totalmente a parte erótica das demais. Tanto que há muitas imagens desenhadas e poucas reais de furries em cenas +18. 

Em resumo, um Furry é um personagem antropomórfico, pois possui características tanto humanas quanto animalescas. O famoso Sonic é um Furry !




Fur Suit, Half Suit/Partial Suit
 
Fursuit é a fantasia de Anthos(Animal antropomorfo). O interessante é que muitos veem fursuits de ursos em filmes, séries ou no google, pois procuram por "fantasia" ou algo do gênero, mas muitos não têm ideia do quanto o fur está ligado ao Furry Fandom. Fur significa "Peludo/furry" e suit significa "roupa/traje", então aqui podemos incluir toda fantasia que represente algum animal anthro.

O termo vai além em relação aos Fursuiters, pois eles também representam fursonas - Representações e características do Furry optado, ou seja, humor, jeito, fala e outros -, e muitas destas fursonas são criadas pelos próprios fursuiters. Eles criam um personagem, sua personalidade e também a suit para o seu "eu". Raramente em eventos anime ou furry, se verá animais já existentes, pois suiters costumam criar o seu fursona e usá-lo. A parte de ursos fica mais para a parte ocidental como filmes e séries de terror, ou fetiche.

A Suit é divida por 3 subcategorias:

1 - Fullsuit: Traje que deixe visível todo o fursona, dos pés à cabeça.

2 - Halfsuit: O Halfsuit é o traje que cobre somente metade do traje, ou seja, tronco ou pernas.

3 - Partial: Quando o traje cobre mais do que metade ou boa parte, por exemplo: Fursona de amargura, camisa e calça. Calça camisa e tênis, a aparecer somente braços, patas e  cabeça.

Interessante saber um pouco mais sobre os nosso fetiches fora deles, não ? Como podem ver, Furry não é petplay, pode haver petplay com fursuit. Zentai também não é um fetiche por si só, mas pode haver sim o zentai fetish. São coisas separadas. Você pode ter tesão por agulhas, mas isso não faz  faz das agulhas algo sexual por si sós.
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O cuidado com o Pão e Circo no meio SM.

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Este não é mais um texto guia, longe disto. Esta é a primeira postagem crítica que escrevo no meu blog. Por quê ? Pelo fato de haver muitas incoerências nos textos atuais, uma sequência de plágios e não citação aos criadores de tais textos.

Infelizmente o BDSM na internet tornou-se uma luta entre quem possui mais conteúdo teórico, não importando de onde ele venha ou se faça sentido. Com isto, muitos transmitem informações erradas e até mesmo bizarras sobre o BDSM. Isso é um grande desfavor à subcultura, pois fica mal vista, mais do que já é, e também ninguém sabe o que é o certo ou errado. O mais grave da propagação desses tipos de texto, é a aceitação da violência ou usá-la no meio SM como justificativa.


Vivemos uma disputa, onde quem possui o relacionamento mais intenso e hardcore é o TOP mais renomado, mais respeitado. Esse tipo de disputa ignora totalmente o fato de lidarmos com vidas. A Bottom é um ser vivo que sente e não existe para saciar todos os seus caprichos egoístas. SM  é um jogo para dois ou mais, não para saciar sua baixa auto estima.

Estes e mais fatores foram alguns dos que quase me desinteressaram a escrever. Hoje procura-se o cômodo, o que se quer ouvir e não a verdade. Opiniões, não verdades. Tanto quem lê quanto quem escreve, procura agradar o público ou ser agradado e não passar a realidade.

Resultado disto são inúmeros grupos de Whatsapp com Bottoms e Tops totalmente leigos, tentando ensinar o que não sabem, e determinando coisas sem saber. Isto é crítico ao BDSM, pois mistura-se ideias e a violência, estupro e desrespeito. Hoje temos muitos mentores que não aprenderam, pessoas que não sabem a tentar ensinar e pior, a propagar o não consensual como comum dentro do meio BDSM.

Antes usava-se a "escrava" para o non-consent, onde textos leigos diziam sobre escravas não terem opinião, serem como objetos inanimados feitos para servir, o que é errado. Uma escrava pode negar, terminar e até mesmo ligar para a polícia se você forçar a barra. Antes de SM, ela deve ter seus direitos respeitados como pessoa. Quem define o limite disto ? OS envolvidos e somente. Nenhum terceiro define relacionamento alheio.

Uma dica que dou a quem pretende ler sobre BDSM: Procure fontes confiáveis, pesquise o histórico da pessoa. Saiba o máximo que puder, assim garantirá se esta pessoa está ou não mentindo. Uma dica é procurar outras pessoas conhecidas, reconhecidas ou respeitadas no meio SM por seus textos, pergunte a elas se aquele texto está incorreto ou correto.

Se isto é desrespeitoso ? Nem um pouco, pois quem é honesto em seus textos, não tem medo de avaliações e nunca negará informação ou fontes que não sejam suas. Evite que mais violência e incoerência sejam propagadas no meio BDSM. Mostre textos incorretos e fale sobre o site das pessoas. Indique bons sites, não compartilhe informação sem verificar antes. Não acredite na primeira palavra dita por alguém.

Se você busca conhecimento/aprendizado, deve primeiro entender que a história não é feita por só uma pessoa, então leia diversos, não somente um. Caso contrário, você será mais uma dessas pessoas que acreditará em uma mentira e achará que é o certo.

BDSM FOI, É E SEMPRE SERÁ CONSENSUAL. QUALQUER ARTIGO QUE CONTRADIGA ISTO, DEVE SER DENUNCIADO.
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