sábado, 11 de julho de 2015

Escravas - TPE.

2 comentários
Após ler tantos textos errôneos sobre escravas, resolvi criar este artigo. Relacionamentos TPE não são fáceis de explicar, portanto obviamente este artigo não será pequeno.

Antes de mais nada, o BDSM  é consensual, portanto tire da sua mente que escravas serão obrigadas a fazer tudo o que você desejar e quando desejar, por mais que ela não goste. Escravas são Bottom's sob regime TPE, ou seja, entregam-se mais do que as demais Bottoms's, mas ainda assim estão abaixo dos "human pet" que possuem uma entrega ainda maior dentro do BDSM. E ainda sendo sob TPE, a relação precisa seguir alguma base, que vai de SCC a PRICK.

Primeiro devemos fazer as seguintes perguntas:

Por que ela entregou poder total ?
Por que ela não se nega ?
Ela não possui limites ?
Ela é obrigada a aceitar tudo ?

Sim, escravas possuem limites e não são obrigadas a aceitar tudo. No entanto, graças ao consenso e responsabilidade que o BDSM impõe, elas sentem-se livres para doar-se de maneira plena ou quase. A escrava não é obrigada a aceitar tudo que um top ordena, mas o faz porque esse é o prazer dela, de gratificar e submeter-se a alguém em níveis quase excessivos.

A escrava não se nega a fazer algo por seu top porque sabe que este não dará ordens absurdas, tampouco desrespeitará seus limites rígidos. Neste caso temos uma pessoa que faz o que ela gosta de maneira livre, cedendo todo o seu poder a alguém porque este alguém saberá cuidar deste poder cedido.

A responsabilidade ao ter-se uma escrava é enorme, pois o top deve atentar-se aos limites e responsabilidades deste tipo de relacionamento. A sinergia/sincronismo neste tipo de relacionamento também é enorme, pois o escravo não se nega e o top deve tomar cuidado para que não exceda o limite físico e psicológico da escrava, assim evitando que ela caia em um subdrop ou subburnout.


Escravas não são feitas do dia para a noite, geralmente Bottom's tornam-se escravos e fazem esse tipo de contrato após conhecer bem as pessoas que estão se envolvendo, pois para tal entrega é preciso haver confiança e atração e isso não se conquista da noite para o dia.

O foco do prazer de uma escrava é satisfazer seu Top, porém não é satisfazer todo e qualquer top que aparecer, ou acatar qualquer ordem a qualquer momento. Ela obedecerá o seu top porque confia nele, porque vê excitação nas práticas, porque tem orgulho de servir o top e muitos outros fatores, mas nenhum deles é porque ela é obrigada a fazer isso, e quem propaga esse tipo de informação está inteiramente errado.


Exemplo:

Escrava tem branding como limite e as demais coisas ela aceita e faz: O top sabe do limite, ela cede poder total a ele, portanto ele terá um leque enorme de práticas que podem ser feitas com aquela escrava e ele pode usá-las quando quiser. contudo, ele não fará o branding, pois ele possui bom-senso e respeitará esse limite da escrava. Assim como o top não dará ordens aleatórias e constantes a ponto de desgastar o físico e emocional da escrava, então este saberá equilibrar as ordens e práticas para que a relação seja prazerosa para todos os envolvidos.

Ele poderá fazer o que bem entender com ela, ter o controle do que desejar, porém ele não fará o branding porque este é o limite dela. Claro que este é só um exemplo e os limites variam de pessoa a pessoa.

Ao todo, o que uma escrava fará, ou não, dependerá do acordo que ela fez com o seu mestre. Não existe um pré molde para qualquer tipo de Botom. Cada casal, trio ou harém possui suas regras, seu jeito de praticar e administrar o relacionamento. Cada top possui os seus fetiches e cada escrava também possui os seus então isso será relativo de relação para relação. Tudo o que se pode afirmar com exatidão é que o prazer a escrava está em agradar o seu mestre.



Artigo ainda sob criação/alteração.

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