segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Tipos de relacionamento DS - 2

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Nem sempre uma interação BDSM desenvolve-se em um relacionamento duradouro, frequente ou consistente. Porém, quando isso acontece, abrem-se infinitas possibilidades de como se relacionar. Na minha vida, o foco converge para as relações D/s, ou sejam, as relações que contém prioritariamente elementos de dominação e submissão. Sem desmerecer quaisquer outros tipos de interações, acedito que um relacionamento D/s (Dominação/submissão) é uma das formas mais complexas e variadas. Portanto, para iniciar, farei uma breve análise sobre as relações D/s. Para isso, e todos os efeitos, iremos nos utilizar aqui (apenas com o sentido ilustrativo) da convenção heteronormativa homem/mulher, como Dominador/submissa. Obviamente, o texto, as situações e exemplos podem ser facilmente adaptados a outras identidades de gênero, orientações sexuais e classificações de BDSMers.
Muitos acreditam que o foco de uma relação D/s está no obedecer ou no servir (curiosamente ressaltando a submissão e preterindo a Dominação). Discordo veementemente disto. Não acredito nestas essências da submissão supracitadas. Na minha visão, a submissão está ligada à hierarquia. Esta é a essência do D/s. Caso contrário, as relações DDlg (DaddyDom/littlegirl, explicada mais adiante) e Dono/pet não seriam D/s. Afinal, uma criança sempre obedece um adulto? Um cachorro sempre obedece seu dono? O problema é que a maioria das relações D/s que se vê por aqui no Brasil são do tipo de servidão ou escravidão (ou mescla de ambas, que possuem a obediência e serviência como características evidentes), e muitos acabam, estatisticamente, deturpando alguns aspectos, tomando a especificidade como regra geral.
Como já disse, a essência de uma relação D/s está na hierarquia. A hierarquia é fundamental e necessária em todos os relacionamentos D/s, seja numa relação de escravidão, seja numa relação DDlg. Uma D/s envolve, implicitamente, vários elementos da Disciplina, como adestramentos, punições, treinamentos, etc., mas tais ferramentas não diminuem em nada a preponderância da D/s, que se consolida e exerce sua influência através da hierarquia pré-estabelecida entre ambos. Mesmo as relações Dono/pet e DDlg, onde há muitos elementos da Disciplina, são relações preponderantemente D/s. Nestes casos, a desobediência é um aspecto inevitável da submissão. Muitos acreditam que a desobediência vai contra a submissão. Não. A desobediência vai contra a Disciplina. Portanto, ela faz parte da submissão, principalmente se a submissa não foi adestrada.
Observei, portanto, quatro tipos principais de relacionamentos D/s. Mas antes de expô-los aqui, precisamos conhecer a Tríade que rege todos estes tipos de relações:
EPE ou RPE (Erotic Power Exchange ou Romantic Power Exchange, respectivamente): define a maioria das relações D/s, onde a hierarquia e exercício do poder restringem-se apenas às plays, cenas ou sessões. As negociações (contratos, etc.) são mais extensas e safewords são indispensáveis.
PPE (Partial Power Exchange): define as relações onde a hierarquia e exercício do poder estendem-se além das plays, cenas ou sessões, mas não é total. É comum entre Switchers que são parceiros fixos ou Dom(me)/sub que possuem suas vidas social ou profissional independentes e sem influências da vida amorosa ou sexual. É um regime para relacionamentos mais estáveis e onde há um nível maior de confiança.
TPE (Total Power Exchange): define as relações onde a hierarquia e exercício do poder é total. A bottom abdica de qualquer vontade ou poder de fazer escolhas em todas as esferas de sua vida. É comum nos relacionamentos Mestre/escrava e não há limites, contrato ou mesmo safeword. É o regime mais extremo da D/s. Normalmente tal regime apenas se consolida após anos de relacionamento e confiança mútua inabalável.
Dito isto, agora vamos às quatro categorias principais de relações D/s:
Mestre/escrava: a objetificação da submissa é mais intensa, e a escrava obedece as ordens de seu Mestre, mas não possui vontades ou iniciativa. Normalmente são relacionamentos D/s 24/7 ou TPE. A submissa é propriedade, um objeto, do Top e sua função principal é obedecer. É extremamente passiva e, na ausência de seu Mestre ou de tarefas, fica estática, quase catatônica. Além disso, há um vínculo forte de dependência unilateral dela para seu Mestre. As responsabilidades do Top, normalmente, são mínimas, ou seja, só precisa satisfazer as necessidades mais básicas da submissa, já que a entrega dela é sempre intensa e seus limites mais expandidos ou negociáveis. A relação D/s se sobressai, mas também há muitos elementos do S/m.
Senhor/serva: a submissa não é tão objetificada, ou seja, não é uma posse propriamente dita do Senhor, já que é uma pessoa, e possui vontades. A serva procura satisfazer seu Senhor e servi-lo, sentindo prazer ao agradá-lo e, portanto, tendo uma certa liberdade e tomando iniciativas para isso. Sua função principal é servir o seu Senhor. Estabelece-se um vínculo de dependência bilateral entre ambos, porém a dependência do bottom ao Top é maior, visto que o papel subserviente da submissa pode ser substituível, mas a autoridade de seu Senhor é única. O Top possui responsabilidades condizentes com a entrega da serva, que pode ser desde superficial até tão intensa quanto à de uma escrava. Esta relação é essencialmente D/s, mas, apesar de poder conter elementos físicos ligados ao S/m (como o castigo físico), não há uma relação S/m.
Dono/pet: a submissa é inferiorizada, comparada a um animal de estimação e tratada na maior parte do tempo como tal. Pode haver um role-play (do inglês: jogo de interpretação) quase constante, onde a bottom age e se comporta como um animalzinho da escolha de ambos (pet play como cadela, gata, raposa, vaca, coelha, etc.), mas isso não é necessário. A pet não possui vontades relevantes, mas, apesar de procurar agradar o seu Dono no que pode, não possui a iniciativa de servi-lo. Sua função primordial é companhia e encontra-se perdida na ausência do seu Dono. É uma relação que pode se desenvolver de várias maneiras, dependendo das características e acordos entre ambos: de forma extrema, maltratando-a ou fazendo-a dormir numa jaula, ou de forma mais afetuosa, com carinhos ou deixando-a dormir no colo. Estabelece-se um vínculo de dependência unilateral da submissa para seu Dono. As responsabilidades do Top, normalmente, são mínimas, ou seja, só precisa satisfazer as necessidades mais básicas da submissa, mas seus limites são mais restritos, visto que ela deve interpretar seu papel sempre que puder, ou impotência em certas circunstâncias. A preponderância da relação D/s é evidente, mas há muitos elementos da Disciplina (como o adestramento, técnica usualmente indispensável a este tipo de relação).
DaddyDom/littlegirl (DDlg): a submissa é tratada como uma pessoa, porém comparada a uma criança e tratada na maior parte do tempo como tal. Pode haver um role-play (do inglês: jogo de interpretação) quase constante, onde a bottom age e se comporta como uma criança, com vontades de acordo com sua idade (age play), mas isso não é necessário. A littlegirl possui suas próprias vontades e tenta agradar seu Daddy desde que não interfira nelas. Suas funções principais são companhia e agradar seu Daddy. É uma relação que normalmente se desenvolve com mais expressões de sentimentos que D/s de outros tipos. Estabelece-se um vínculo de dependência unilateral da little para seu Daddy, mas há sentimentos de ambos os sentidos, tanto dela para ele, quanto dele para ela. As responsabilidades do Top, normalmente, são máximas, pois, além de satisfazer as necessidades mais básicas da submissa, ele deve guiá-la, protegê-la, dar suporte emocional (carinho, atenção, etc.), etc. Os limites usualmente são bem restritos, fazendo parte do softcore (do nglês: núcleo leve), mas, dependendo do nível de masoquismo da submissa, pode ser bem mais abrangente. A relação D/s se sobressai, mas há um fetiche muito intenso pela Disciplina, de ambas as partes.
Na prática, é difícil enxergar tais categorias separadamente, pois elas comumente aparecem interligadas, mescladas e com características de mais de um tipo, mas, com a convivência, experiência e prática, você consegue identificar se uma submissa tende mais para o lado de escrava ou pet, por exemplo, ou se um Dominador se encaixa melhor no papel de um DaddyDom ou Senhor, ou qual tipo de D/s é preponderante em tal relação. É claro que tais classificações dependerão da fase da sua vida, circunstâncias, parceiros(as), etc., mas sempre é útil se conhecer e saber qual é o objetivo que se almeja. Não obstante, se você possui alguma dúvida quanto a isso, não se acanhe: seja sincero consigo mesmo e com seu Top ou bottom e experimente.
Por fim, é importante ressaltar que toda interação deve basear-se na consensualidade, no mínimo. No entanto, um relacionamento a longo prazo precisa de muito mais que isso. Não apenas para obter-se, mas a manutenção de uma relação duradoura não pode ter sucesso sem um mínimo de respeito, preocupação com o prazer mútuo, entre outros fatores. Seja em uma simples e rápida cena de spanking, seja em uma relação de escravidão, temos que ter a consciência de que estamos sempre lidando com pessoas e todos possuem limites. Afinal, a maior (e mínima) responsabilidade de qualquer Top (discutirei as responsabilidades de um Top em outro artigo) é reconhecer e respeitar todos os limites e a consensualidade de seu bottom, em qualquer momento e em qualquer circunstância.

Medieval Dragon (MD)

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domingo, 28 de dezembro de 2014

Limites & Consensualidade

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Limites & Consensualidade

O fetiche primordial do BDSM possui como caraterística principal a consensualidade. Ou seja, quando mencionamos o BDSM ou qualquer prática do meio, estamos implicando que, obrigatoriamente, há unanimidade e anuência entre as partes. Todavia, recomendamos que tal consensualidade seja emitida apenas dentro do momento de máxima sanidade possível, o que significa que devemos sobrepujar as nossas emoções e desejos mais incontroláveis, pensar, repensar e tirar todas as dúvidas que surjam, para evitar mal-entendidos, situações inconfortáveis, desprazeres desnecessários ou qualquer tipo de abuso. Algumas diferentes visões sobre a consensualidade no BDSM são expressas através de suas Bases.

Já que é necessária a consensualidade entre as partes, o que não pode ser abrangido e expressado através dela está abraçado pelo conceito dos limites. A ver:

Limite: é fronteira que marca a impossibilidade de continuar ou de realizar certa prática ou fetiche.

Os limites são, portanto, a expressão concreta e máxima do exercício da consensualidade. Não são, necessariamente, conceitos imutáveis, ou seja, podem e normalmente variam de acordo com as circunstâncias. Podem ser discutidos, expandidos, negociados ou mesmo inquebrantáveis. São conceitos relativos, ou seja, variam de indivíduo para indivíduo (o que pode ser aceitável para um, pode ser inaceitável para o outro, e vice-versa), mas devem ser totalmente objetivos. Podolatria, por exemplo, pode ser uma prática extremamente prazerosa para uns, mas repugnante para outros.

Assim, preferimos classificar as tantas práticas do BDSM utilizando-nos dos três conceitos abaixo:

Práticas Verdes: práticas, técnicas e fetiches que já foram experimentados, que sempre proporcionaram prazer, ou que não possuem qualquer limite. Normalmente possuem pouco risco à saúde mental e física de todos os praticantes.

Práticas Amarelas: práticas, técnicas e fetiches que já foram experimentados e nem sempre proporcionaram prazer, ou que nunca foram foram experimentados e deseja-se vivenciar, ou que possuem limites negociáveis, variáveis e/ou expansíveis. Normalmente podem oferecer um risco moderado à saúde mental e física de pelo menos um dos praticantes ou necessitar de experiência/prática/treinamento ou cuidados especiais.

Práticas Vermelhas: práticas, técnicas e fetiches que já foram experimentados e que proporcionaram desconforto/dor inaceitáveis, ou que nunca foram experimentadas e não deseja-se vivenciar, ou que possuem limites irredutíveis. Normalmente, podem oferecer um alto risco à saúde mental e física de pelo menos um dos praticantes, mesmo com experiência/prática/treinamento ou cuidados especiais.

Tal classificação pode ajudar na definição e na transparência ao estabelecer os limites entre as partes. É totalmente individual e algumas práticas podem transitar entre as categorias, enquanto outras não. Abrasamento (também conhecido como branding) e asfixia erótica, por exemplo, são sempre práticas vermelhas, por que, por mais experiência que se tenha em realizá-las e tenha-se tomado todos os cuidados necessários, ainda existem altos riscos à saúde de pelo menos um dos praticantes. Spanking com as mãos (bare-handed spanking), por outro lado, é usualmente classificada como uma prática verde, mas pode vir a ser uma prática amarela ou vermelha para algumas pessoas (por algum trauma psicológico, por sentirem desconforto ou dor intensos e indesejáveis, ou por qualquer outro motivo).

Por isso, é recomendável e saudável que todos os indivíduos possuam auto-conhecimento para que consigam discernir seus objetivos e traçar um caminho para sua busca pelo prazer. Porque todos nós possuímos limites, sejam conhecidos, sejam ainda desconhecidos.

Por Medieval Dragon (MD)


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Needle Play - Cuidados.

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Quanto custa ?
As agulhas variam de 0,25 R$ a 2,50 R$, tudo depende do tipo de agulha e do intuito. As agulhas mais baratas são as comuns, usadas em hospitais para tirar sangue e tomar remédios em casa mesmo. As mais caras são as intravenosas próprias para Body piercing, elas chegam a custar 5,00 R$ em alguns lugares.


Quais os tamanhos ?
O interessante é que as agulhas são diferenciadas pelas cores, e quanto menor o números, maior a agulha. As 24G acima são de uso profissional, então dificilmente você vai conseguir por ai, se tiver sorte você até consegue, mas elas são finas e quase indolores, o tamanho às vezes impede que o needleplay seja feito porque elas escapam por serem curtas. Vou postar um link para que possam ver os tamanhos das agulhas comuns:




Como desinfetar a área antes do furo ?
Podemos usar álcool 80 apenas para desinfetar e em quantia nada exagerada, pois ele resseca a pele. Alguns utilizam sabonetes extra eficientes, próprios para desinfetar, pois eles não ressecam a pele.

Onde não posso furar ?
Procure pontos vitais no google e fale com pessoas que entendam disso, pois essa parte é extensa. Mas as costas, seios, vagina e partes com mais carne podem ser furadas, mas ainda com todo o cuidado para não estourar um vaso sanguíneo. O indicado é que fure de forma "lateral" para que a agulha não passe da primeira camada, assim não há riscos de furar a segunda camada e causar sangramento.
Outro cuidado importante é apertar o local que será furado para sentir se há queloides, há alguma bolinha na pele ou se há alguma veia no local, então após pode ser furado, o chamado "pinçar".

Aqui há um 3D completo com a anatomia humana:



Materiais para furar, quais são ?
Luvas descartáveis, máscara cirúrgica e agulhas não utilizadas (Descartáveis).
Para que tudo isso ?
Primeiro, a mão possui bactérias, então é bom usar as luvas para que elas não passem para a agulha, essas devem ser descartáveis por motivos óbvios. A máscara é usada para que a pessoa não espirre na agulha, não tussa e transmita doenças durante o processo.
Agulhas devem ser descartáveis para que não peguem poeira ou qualquer outra coisa. Reutilizar uma agulha pode trazer riscos sérios, pois irá furar a pele com um material infectado e isso pode trazer algumas doenças, inclusive dst's.


Onde descartar agulhas ?
Nos postos de saúde ou farmácia você pode encontrar um Descarpack, ele é assim. O que fazer com ele ? Você enche a caixa até 2/3 (Marca de segurança) e depois a entrega em um posto de saúde para que eles coloquem em local devido para ser removido. Vale lembrar, jogar esse tipo de material no lixo é crime:




Cuidados a mais.
É preciso ter cuidado com pelos, pois a agulha pode empurrar um pelo para dentro do furo e encravá-lo, gerando uma possível inflamação, então é sempre bom perfurar áreas quen ão possuam pelos. Outro cudado é com sessões públicas, o ar é carregado de bactérias, as pessoas podem tossir ou espirrar na pele da pessoa perfurada se estiverem próximas e isso pode ser grave, pois haverá contato direto com o furo/agulha.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Nomenclatura MaleDom

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Dom: Foca-se em práticas de dominação como imposição de regras, dominação psicológica, estruturamente de um dia a dia e afins. Um dominador não necessariamente gosta de amarrações, práticas sádicas e afins.

Sádico: Foca-se em práticas onde haja dor e/ou sofrimento, o sádico sente prazer em infringir dor ao seu Bottom, exemplos de práticas puramente SM são; Agulhas, cortes, tortura genital, tapas e formas que infrinjam dor sem necessitar da dominação ou imobilização para isso. Sádicos também utilizam do sofrimento e sadismo psicológico, onde há prazer em ofender e humilhar o Bottom

Rei: Top que interpreta um cargo da alta nobreza "BDSM", um rei pode ser o líder de uma casa, clã e age como uma pessoa que realmente faz parte da nobreza, sempre se destacando pelo seu vocabulário e "poder de presença", um rei pode ser dominador, sádico,mentor, enfim, esta é uma nomenclatura que não define práticas, mas sim cargo e postura. Esta nomenclatura também é utilizada em roleplays.

Lorde: Pode ser o "sub líder" de um clã ou casa,logo abaixo do "rei", porém assim como ele, o lorde se destaca pelo seu vocabulário e postura, um lorde pode ser dominador, sádico,mentor, enfim, esta é uma nomenclatura que não define práticas, mas sim cargo e postura. Esta nomenclatura também é utilizada em roleplays. ²

ProDom: Dominador profissional, com conhecimento e estrutura adequada o bastante para criar workshop's e cobrar por suas sessões, que são de cunho profissional. "ProDom" é uma nomenclatura que vem sido desvirtuada aos poucos, pois muitos dizem-se ProDoms e chegam a cobrar tarifas, porém não entendem das práticas necessárias para isso e nem possuem estrutura adequada.

Mentor(Top, Bottom, SW): Mentor é a pessoa responsável por ensinar uma ou mais pessoas. O mentor possui papel importantíssimo dentro do BDSM, pois ele é a pessoa que toma para si a responsabilidade de ensinar na teoria ou na prática pessoas que o busquem ou são selecionadas pelo mesmo.Infelizmente esta é uma nomenclatua que não deveria ter sido desvirtuada, mas muitos desvirtuaram, utilizam o termo para ter fácil acesso aos bottoms novatos e enganá-los dizendo ser mentor para encoleirá-los. O pupilo é apenas aluno do mentor, não propriodade dele e ele também não interfere nas escolhas do mentorado.

Shibarista: Pessoa ativa durante as sessões de shibari(amarrações),não sendo aplicada somente durante a prática, a pessoa não deixa de ser shibarista quando deixa a sessão, são tops com conhecimento e domínio na arte das amarrações.

Protetor: Top que protege uma Bottom de outros tops, ameaças e possíveis "falsos tops", é comum o protetor negociar pela Bottom caso esta dê a liberdade para ele fazê-lo. A pessoa protegida não é bottom do protetor, não o pertence, ele apenas assume o papel de proteger a pessoa até que esta arrume um bom top.

Adestrador: Top que age na parte BD(Bondage e Disciplina) do BDSM, o adestrador age de forma a moldar o Bottom,treinar os limites do Bottom e ensiná-lo a se portar e comportar em ambientes específicos. Adestradores também estão ligados àparte do petplay, onde ele ensina a pessoa a se comportar como um pet humano ou interpretar algm animal da forma correta.

DaddyDom: Top dentro do Ageplay, o Daddydom ainda é um dom ou mestre, porém é mais brincalhão, amoroso, carinhoso e afins, para que possa se encaixar dentro do AgePlay.

Dono: Nome utilizado para top's que possuem pet's, geralmente pets utilizam esta nomenclatura para definir seus detentores, é comum pet's utilizarem o termo "dono" ao falarem de seus tops, mas ao todo são tops que possuem posse.

Senhor: Forma hieraárquica que bottoms chamam tops, ou seja, Bottoms litúrgics, que seguem a hierarquia e vão aos encontros, festas e bares,chamam tops de senhor, até mesmo na internet é comum ver Bottoms tratando tops por "senhor".

Mestre: Top conhecedor profundo da teoria e prática, mestres são pessoas que chegaram ao nível de maestria dentro de alguma prática ou sobre o conhecimento do BDSM.Exemplos a ser usados em caso de práticas "mestre shibarista", "mestre de cerimônias" entre tantos outros.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dificuldades da liderança.

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Vou aqui relatar as dificuldades de ser um líder, com a minha experiência sendo dono e moderador de comunidades BDSM desde 2006.

Pessoas estarão insatisfeitas quando você fizer algo, e também ficarão quando não fizer, algumas pessoas sempre buscarão meios e formas de te reduzir, te difamar e tentarão provar que você não é digno deste cargo, então é sempre preciso paciência e maturidade para avaliar as situações de forma amena para que isso não vire uma guerra pessoal ou que as coisas piorem.

Muitos dos seus seguidores não conhecerão o seu lado "humano", não porque não quer, mas porque elas têm medo de te ofender ou da sua possível reação. Quando pensamos nesse ponto, chega a ser solitário, pois poucos dos seus seguidores serão, realmente, seus amigos.

Os "dias de esquecimento" serão constantes, pois as pessoas não te buscarão para saber como você está, como foi o seu dia ou te chamar para sair em uma noite legal, elas te solicitarão para tratar assuntos a respeito do que você lidera, se algo passou, como aquilo está e afins, raros serão os dias que você terá contato com "amigos" e não com "seguidores" ou "membros".

Errar é humano, você vai errar mesmo que não queira, então esse seu erro gerará enorme repercursão e serão levantadas coisas que você nunca fez ou faria, é aí que você precisará de mais postura ainda para lidar com esses fatos sem expor pessoas ou o que está a ocorrer.

Haverá momentos que terá que dizer a realidade a amigos,principalmente se trabalharem com você, e isso vai ser difícil para você e para eles, mas diga, não alimente algo falso, que os faça acreditar que está tudo bem quando na verdade não está, pois isso será ruim para todos vocês.

O Gene da liderança te faz um provável líder, mas não te dá a paciência e os requisitos para ser um.

E se você acha que ser líder te trará mais poder e você ficará mais relaxado, você está totalmente enganado, pois são poucos que elogiarão seus trabalhos, enquanto haverá muitos para criticá-lo.

Ser um líder é saber lidar com situações, errar e saber lidar com seus erros, e como líder, tente ao máximo não prejudiar a si mesmo colocando o que você lidera acima de si, mais pessoas dependem de você e precisam da sua estabilidade para que a coisa flua.

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